TICs e Educação - O Papel do Professor

 A internet trouxe consigo mudanças sociais, políticas e econômicas que vieram para ficar. É possível que ela evolua ainda, que se altere, mas algumas das coisas que ela proporcionou à nossa cultura não têm mais volta. Neste sentido, menciono especialmente o fato de atualmente estarmos todos conectados, seja em casa ou no trabalho, seja pelos dispositivos móveis ou computadores desktops, a qualquer hora, em qualquer lugar. Além de podermos acessar a rede com imensa facilidade, também nos tornamos "reféns" dela, pois podemos ser igualmente acessados e localizados. Mas, é bem verdade que, apesar de sermos localizáveis, podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo. A isto, dá-se o nome de ubiquidade.

A rede é construída e mantida por todos os seus usuários e a quantidade de informações que circulam por ela é incontável. Não só as informações são numerosas, mas também os recursos por ela oferecidos. E é exatamente em meio a tantas informações e recursos que o internauta se perde. Não é incomum ligarmos um dispositivo para, por exemplo, comprar o ticket de um show e, após horas de navegação na web, termos esquecido completamente de fazê-lo. Cada internauta costuma ter seu próprio ritual de utilização da internet. Eu, por exemplo, sempre acesso determinados sites ou aplicativos ao ligar o computador. Abro várias abas no meu navegador e acesso minhas duas contas de email, o Facebook, por vezes acesso meu portal acadêmico e só então vou atrás do meu real objetivo na internet. Confesso que após este percurso inicial, não é raro eu me distrair com outros assuntos e esquecer o que ia mesmo fazer no computador.

 No entanto, ainda que a rede tenha um grande potencial para distrair seus usuários, não podemos deixar de reconhecer seus infinitos benefícios. As crianças e jovens de hoje já estão tão imersos nesse contexto que mal conseguem desconectar-se da internet. Para eles, acessar informações a qualquer hora e de qualquer lugar é uma prática comum e que, muitas vezes, incomoda uns e outros, a citar professores adeptos de uma educação mais tradicional e hierárquica, na qual eles eram os principais detentores do conhecimento, figuras de poder. Hoje não há nada mais sábio do que a rede. Lá estão todas as informações possíveis e imagináveis. Portanto, a internet (principalmente a acessada pelos dispositivos móveis) tem sido para muitas escolas um monstro assustador e, por não saberem lidar com isso, fazem uso de uma estratégia que sempre é mal sucedida: proíbem seu acesso.

Com isso, deixam seus alunos frustrados e tentam ensiná-los de forma completamente descontextualizada de sua realidade, tornando assim a escola desinteressante. Ao meu ver, professores que resistem à incorporação dos recursos da rede e das TICs em suas práticas estão fadados ao fracasso e, por que não, à morte de suas carreiras profissionais.

 É fundamental que qualquer profissional do séc. XXI busque constante atualização para ter sucesso profissional. Em um cenário de excesso de informações, tudo o que não se renova é rapidamente abandonado, cai em desuso, é substituído por algo mais moderno. Assim acontece com informações, recursos e também com pessoas. O professor não está livre disso. Negar o avanço das tecnologias não garantirá que ele não seja vítima dela.

O papel do professor está mudando e o que precisa ser ensinado hoje é como utilizar todos os recursos que a rede nos disponibiliza. Como filtrar, selecionar, saber aproveitar o mar de informações lá existente. Qualquer um pode publicar o que quiser na internet, mas é preciso formar alunos que saibam avaliar quais destas informações são merecedoras de confiabilidade, credibilidade. É preciso orientá-los também a respeito das diferenças existentes entre informações online e informações impressas e porquê é importante saber fazer uso de recursos variados.

 Sobretudo, podemos dizer que o papel do professor é o de formar seres humanos íntegros, éticos e qualificados para atuar no mundo fora da escola. Porém, o mundo não é estático. Ele muda e não é concebível que o professor não o acompanhe.


Referências:

- Textos sugeridos (1 e 2)

Imagens:

http://www.agenciaopen.com/blog/wp-content/uploads/2013/07/3635967_900.jpg

http://s2.glbimg.com/Gg_8bBo6ch_Rhji1QKzJUpd3lHI=/s.glbimg.com/og/rg/f/original/2013/09/12/excesso_informacao_606_455.jpg

http://3.bp.blogspot.com/_ad0hRkwdYac/TOFtWnPjwZI/AAAAAAAAAA8/r8yJdR5TaaU/s400/computer_teacher.gif

Comentários

  • Paulo teixeira de sousa há 1721 dias

    ecoimooc14, ecoimooc14t1 Olá Bruna, gostei de sua contribuição, além de conhecer alguns termos novos e seus significados como a umbiguidade, lendo ele me veio a seguinte ideia...no meio de tantas informações por que os conteudos não são trabalhados como os produtos pelas empresas.

    Já observou que quando faz uma busca e ou pesquisa de um produto para comprar logo este produto começa a aparecer para a você em páginas que acessa.....pois bem....imagine se você fizesse uma pesquisa cientifica sobre um determinado tema....da mesma forma isso viria para você como tema de seu interesse...seria uma boa forma de compartilhar uma informação mais fidedigna, e se as empresas ficarem espertas..podem até usar este recurso para vender seu produto..hehehe

     

    abraços

    Paulo