Modelo

Se aprende pelo modelo. Aprender passa por movimentos: copiar o modelo fielmente, processo de ruptura do modelo, quando se torna inspiração, o que leva a recriação autoral do modelo, a superação do modelo (FREIRE, M., 2008). 

Creio que o processo de aprendizagem da pesquisa e análise de fontes passa por essa questão, cabendo ao professor orientar e inspirar o processo, pois “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.” (FREIRE, P., 1996, p. 22).

 La Lecture, Pierre-Auguste Renoir, pastel sobre papel, c. 1889.

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Leitura

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FREIRE, Madalena. Educador. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 15 ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1996.

 

Comentários

  • Célia Mafalda há 1685 dias

    Gostei da tua partilha. De facto, cada vez mais o professor precisa de assumir um novo papel de mediador, deixando para o passado a imagem tradicional de "Magister dixit". Agora, já não pode ser o mero transmissor ou dispensador de conhecimento. Necessita de conhecer e saber orientar a construção do conhecimento. Embora possa tornar o trabalho do aluno mais demorado, o facto de ser ele o construtor (ou um dos construtores) da sua aprendizagem, será bastante mais profíquo o resultado bem como a autonomia do discente. Não nos podemos esquecer que formamos cidadãos do séc XXI, um período de tempo em que  a tecnologia e a ciência caminham de mãos dadas como nunca o fizeram antes. É curioso como em 1979, referindo-se à forma de ensinar de então, já Émile Planchard, em "Conhecer, Compreender e Ajudar os Alunos", fazia a apologia do "saber ser" e do "saber fazer" em confronto com a preocupação maior de muitos docentes continuar a ser a transmissão de conhecimentos vários por métodos lógicos que nem sempre são psicológicos (pág. 7). Obviamente, a sua mensagem não foi apaludida por todos, já que havia quem temesse a perda de autoridade face ao papel ativo que se pretendia que o aluno tivesse. Defendendo que «Ensinar não é transmitir verbalmente uma porção mais ou menos extensa do saber humano, mas é, além disso, despertar no discente o gosto pela conquista pessoal do saber, "aprender a aprender" por si», acrescenta uma citação irónica de B. Shaw: "Quem sabe que faça e quem não sabe que ensine" (pp. 6-7). 

  • Del há 1685 dias

    Oi Célia, muito bacana seu comentário!! Obrigada!!!

    Você toca na questão de aprender a aprender, creio que essa é uma batalha nossa também, principalmente no que diz respeito a aprender junto. As fronteiras entre o que ensina e o que aprende estão diminuindo...