Ainda o plágio...

Nunca fui vítima de plágio, mas já fui acusada de tal...

Sendo trabalhadora-estudante e não conseguindo ir a todas as aulas, para as disciplinas mais teóricas pedia os apontamentos emprestados às minhas colegas.

O professor da disciplina de Fundamentos da Educação decidiu que, antes de qualquer trabalhador-estudante fazer os testes/frequências já saberia a nota dos mesmos, negativa. O motivo pelo qual ele decidia isso não será aqui discutido, mas o interessante é que ele argumentava que nós mastigavamos a comida dos outros e que isso não era aprender.

Copiar o estudo dos outros era copiar o seu pensamento.

Na realidade, no meu caso específico, isso não era verdade, pois eu deixava sempre o meu cunho pessoal no que escrevia e, quando a ideia dos meus colegas me suscitava alguma confusão, tentava esclarecer junto de textos originais, perdendo até algumas noites...

Sei que o comer comida mastigada sempre me perseguiu desde aí, mas também aprendi a ser tolerante com os alunos tentando perceber antes quais as dicifuldades que levam alguém a utilizar o trabalho dos outros, antes de acusá-los do que quer que seja.

Comentários

  • Sandra Galante há 1776 dias

    Por vezes, as situações são realmente complexas, pois nem tudo é preto ou branco e há fronteiras quase imperceptíveis relativamente ao que passa a situar-se no campo do incorreto, neste caso, do plágio. No seu relato, mobilizando apontamentos que não lhe pertenciam, certamente construía o seu texto, as suas respostas. #ecoimooc14t1

  • Simões há 1776 dias

    Sim, o assunto envolve alguma complexidade. #ecoimooc14, #ecoimooc14t1

  • Del há 1776 dias

    Verdade Sandra, existe um conteúdo humano que extrapola o técnico!! e que precisamos considerar sempre, sob o risco de perdermos o viés.

  • Sónia Teixeira da Silva há 1768 dias

    Estarmos no papel de "acusado" é difícil, Sónia - sobretudo quando nunca equacionámos, sequer, conjugar o verbo plagiar na primeira pessoa!

    Não gosto de usar "resumos" de colegas. Porquê? - Cada um de nós tem a sua forma de aprender, de pensar, de esquematizar (eu funciono por esquemas e relações) e, quando agarrei em alguns para suprir falta de tempo, quer incompreensões quer erros crassos que detetei num primeiro olhar me fizeram pô-los de lado!

    Mas... Um dos meus primeiros trabalhos na licenciatura foi, nada subtilmente, apreciado com um "quem escreveu este parágrafo... e aquele... e outro..." - respondi de imediato: euzinha! A docente duvidou da autoria de todos os parágrafos não-referenciados! - Na realidade, embora isso da necessidade de citações seja algo que penso ser abusivamente utilizado, eu até fazia algumas no texto/ensaio/e-folio e referenciava, mas, aparentemente, era proibido pensar*...

    :/ss

  • Sónia Abrantes há 1767 dias

    Sim, Sónia, realmente é difícil, principalmente se temos alguns princípios que gostamos de cumprir.

    Pense que ao ser colocada em dúvida queria apenas dizer que esses parágrafos eram tão bons que só poderiam ser de alguém muito bom naquilo que pensava, neste caso, a Sónia.

    Daí que, se fizermos plágio, seremos facilmente apanhados e postos em causa, pois, tal como é demonstrado no vídeo, a originalidade sente-se pela confiança daquilo que se está a dizer.

    O problema é quando há muito bons atores...