Competências para aprender e para ensinar

Para ambas as práticas é necessário possuir algumas competências, competências estas que podem ser desenvolvidas através do estudo e da experiência. 

Primeiramente, o professor precisa conhecer seu público. Se está ensinando a adolescentes, por exemplo, é necessário que o educador domine a linguagem e tenha a sensibilidade de perceber as demandas daquele grupo. Diferente do público infantil, que necessita de atividades lúdicas a fim de compreender o conteúdo, o adolescente precisa trabalhar com o debate e a reflexão. 

Comentários

  • Renata Duarte há 1650 dias

    Philippe Perrenoud e as novas competências do ensino

    Confira as 10 novas competências para ensinar

    • Organizar e dirigir situações de aprendizagem – Planejar projetos didáticos, envolver os alunos nessas atividades e saber lidar com erros e obstáculos.
    • Administrar a progressão das aprendizagens – Conhecer o nível e as possibilidades de desenvolvimento dos alunos, além de acompanhar sua evolução e estabelecer objetivos claros de aprendizagem.
    • Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação – Trabalhar com a heterogeneidade, oferecer acompanhamento adequado a alunos com grande dificuldade de aprendizagem e desenvolver o trabalho em equipe.
    • Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho – Instigar o desejo da aprendizagem nos alunos, integrá-los nas decisões sobre as aulas e oferecer a eles atividades opcionais.
    • Trabalhar em equipe – Elaborar projetos em equipe com a turma e com outros professores, trocar experiências e colaborar com outras atividades promovidas pela escola.
    • Participar da administração da escola – Elaborar e disseminar projetos ligados à instituição, além de incentivar os alunos a também participarem dessas atividades.
    • Informar e envolver os pais – Conversar, promover reuniões frequentes e envolver as famílias na construção do saber.
    • Utilizar as novas tecnologias – Conhecer as potencialidades didáticas de diferentes recursos tecnológicos.
    • Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão – Lutar contra preconceitos e discriminações, prevenir a violência e desenvolver o senso de responsabilidade.
    • Administrar sua própria formação continuada – Estabelecer um programa pessoal de formação continuada e participar de grupos de debate com colegas de profissão.

                                                        

    Novas ferramentas para uma nova sala de aula

    O uso das novas tecnologias potencializa a ideia de pedagogia diferenciada, já que recursos como os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e as plataformas de ensino adaptativo, por exemplo, configuram-se como meios indiscutíveis para atender aos alunos de maneira adequada. 

     “A tecnologia nos mostra um ambiente diferenciado, extremamente atrativo e que possibilita desconstruir o espaço de sala de aula física e criar um ambiente virtual”, explica Karina Pagnez. Para a educadora, contudo, é preciso cuidado na hora de utilizar essas ferramentas: “O professor precisa de boa formação para entender que a tecnologia não é fim, é meio”, defende. 

    As competências de ensino indicadas por Perrenoud apresentam o perfil do bom professor do século 21. O suíço propõe uma discussão que vai além do debate sobre utilizar ou não as tecnologias, mas aprofunda-se ao propor uma transformação geral da sala de aula, voltada principalmente às relações estabelecidas na comunidade escolar. A ideia de que a aprendizagem depende de um conhecimento detalhado sobre cada aluno está cada vez mais em evidência. Entretanto, esta grande mudança está diretamente relacionada à melhoria na formação dos professores, que também deve começar a ser vista sob uma nova perspectiva para que a escola seja, de fato, rica por sua heterogeneidade.

    Fonte:https://www.institutoclaro.org.br/em-pauta/philippe-perrenoud-e-as-novas-competencias-do-ensino/

  • Ribães há 1650 dias

    Bom dia! Tentaria sintetizar as coisas ao nível das boas práticas do ensino vs perfil do educador e para isso digo: que um dos desafios que os educadores enfrentam para ensinar "bem" os seus alunos passa muito pelo estado das motivações e da produção das contínuas mudanças ao nível da originalidade como conseguem ensinar as matérias e na relação que estabelecem com os mesmos. E para que isso seja um sucesso a todo instante, passará muito por uma preparação cuidada dos recursos de apoio, pela clareza das falas ao nível das explicações (incluimos aqui a personalização), a pontualidade, o entusiasmo criativo, a sedução, a instigação, o dinamismo, o encorajamento à participação, a friendly action, as dialógicas de diálogo niveladas a cada grau de ensino, promoção da autonomia e da autoestima dos alunos, a seriedade intelectual nas avaliações, a cortesia, o profissionalismo, o humanismo são entre outras, algumas características de um "bom educador" e que levadas para as salas de aula criam um ambiente de ensino baseado em boas práticas.