As TIC e inovação pedagógica

Utilizar as TIC para inovar pedagogicamente requer “uma mudança concetual e das práticas dos atores, professores e alunos, constitui, em grande parte, um dos motivos para a resistência à elaboração dos novos cenários para a educação...” (Dias, 2012, p. 6)

Comentários

  • Artur Coelho há 1816 dias

    ideia em contra-ataque: se uma ferramenta digital te obriga a adaptares-te ao seu modo de pensamento conceptual, estará bem concebida? e agora poderíamos ter uma loooooonga discussão sobre escolhas de design, concepção de interfaces e enviesamentos cognitivos induzidos por parâmetros referenciais imperceptivelmente constrangidos. e bolas, lá vou eu buscar o cory doctorow: http://www.locusmag.com/Perspectives/2014/03/cory-doctorow-cold-equations-and-moral-hazard/ o campo pode parecer diferente do do âmbito deste mooc, mas ajuda a perceber o que quero dizer com "enviesamentos cognitivos induzidos por parâmetros referenciais imperceptivelmente constrangidos".

  • Ribães há 1815 dias

    Bom. Eu não sei muito além daquilo que Claúdia nos ofereceu, até porque nem sei quem é Dias (2012). Se são simplesmente os Dias, a mulher a Dias ou homem a Dias ou outros Dias que andam por aí à solta com ideias a dias.

    Também não irei pelas ideias de contra-ataque de Artur que puxa em grande e oportunamente.

    Ficarei unicamente para ver quem é que atingiu ou irá atingir o punctum saliens nestas coisas da utilização das TIC para inovar pedagógicamente, mudando a conceptualidade de muitos players.

    Como me falta saber se essa mudança é ou deverá ser vista como incremental, radical ou outra, apenas me posso deixar ficar pelas parcas palavras, que muitas vezes aquilo que se exige à Educação/Ensino é tão desmesurado que nas primeiras ações dos seus atores, ficamos logo a saber que nada daquilo irá ser levado em consideração ou terá efeitos práticos.

    Não sei - volto a reforçar - não sei o que Dias tinha efetivamente em mente quando proferiu tais dizeres, e até posso estar a cometer um erro de pronúncia por falta informação completa, mas parece-me à distância, que tentar passar imediatamente do singular para o geral, não tendo em atenção as mais basilares premissas, de que o Homem só pode acercar-se do geral no seio do conjunto; poderá - reforço, à distância - impelir-nos para uma falha de reflexão do próprio Dias (2012).

    Contudo e apesar de tudo, se a Claúdia nos quiser ajudar-clarificando com a sua interpretação ou a da próprio Dias, porventura poderia alinhar os eventuais "enviesamentos cognitivos induzidos por parãmetros imperceptivelente constrangidos" gerados. 

    Obrigado! Fiquem bem.

     

  • Artur Coelho há 1815 dias

    dou-te um exemplo de enviesamentos cognitivos induzidos por parâmetros imperceptivelente constrangedores: uma rede social, cujo fluxo de informação que te aparece é controlado por um algoritmo proprietário cujos critérios desconheces e fórmula matemática muito dificilmente compreenderás. no entanto esse fluxo de informação modela as tuas ideias e opiniões, de forma por vezes imperceptível. sublinho que o fluxo informativo reflecte escolhas feitas de forma automatizada por entidades invisíveis. jornais e outros media sofrem, necessariamente, do mesmo factor, mas aí sabes quem são os editores e redactores, e podes daí inferir e fazer escolhas conscientes. não é nada de novo, desde dois mil e picos que já ouço falar de customização de fluxos de informação e bolhas de informação, mas este ano a coisa atingiu a consciência popular quando se falou num estudo que enviesou intencionalmente o fluxo de informação de utilizadores de redes sociais para aferir se seriam capazes de induzir estados de felicidade ou infelicidade.

  • Ribães há 1815 dias

    A customização e os seus intrinsecos processos está aí desde 2001. Esperavamos mais a intervenção da Claúdia de modo a podermos mitigar ou anular os eventuais enviesamentos percecionados/gerados com as nossas interpretações.