Resistências ao uso das ferramentas digitais como meio de comunicação.

Ora venham lá dar a vossa opinião e relatar a vossa experiência:

com tanta tecnologia disponível e tendo em conta as inegáveis facilidades de comunicação que a mesma proporciona,

como recebem os vossos educandos/formandos a ideia de trabalhar via pc?

  • Laughing sem problemas? aceitam, usam, investigam novas formas/espaços de conversação?
  • Frown aaaaaaaaaaaaaaah não sei usar isso!

há grande diferença consoante sejam crianças/jovens/adultos?

...ora contem lá!

Comentários

  • António Mordido há 1617 dias

    Olá, Sónia! Alguns dos "meus velhotes" até vão à luta! Os que têm mais dificuldades são, de facto, os "menos "letrados", pois têm dificuldade em entender o português, mesmo aquele das lições, passa-a-passo.

     

    António Mordido

  • Sónia Teixeira da Silva há 1616 dias

    Olá!

    Pois, apesar de a prática, a coloquialidade com as tecnologias (desde cedo), ser (é claro!) uma condicionante favorável, confesso que acho existirem outros fatores igualmente importantes...

    Veja-se: sou tudo menos nativa digital (Innocent sim, sim, tenho um pouquinho mais de vinte aninhos!...Tongue Out), em 2010 pouco mais sabia fazer que usar o e-mail e buscar informação na web... hoje, não sendo expert (nem nada que se pareça!), tenho [deixa-me contar Undecided] 7 blogs ativos (mais as wiki...), uso outros tantos espaços de partilha e diálogo (incluindo esta e outra Elgg) e encontro conhecimento (e soluções para os imbróglios com ferramentas digitais) na web...

    A vontade de aprender e, eventualmente, outras capacidades que facilitem a compreensão de instruções, como o António foca, ou a integração de novas formas de comunicar serão importantes. (E nem todos nos damos bem com gadgets!)

    Digam mais! : )ss

  • Célia Mafalda há 1616 dias

    Ol@!

    Eu também sou uma entusiasta das novas tecnologias. Por vezes, os alunos não estão habituados a usar o computador para fazer trabalhos de casa e/ou estudar. Alguns ficam até admirados por haver dicionários online... Mas, penso que o maior entrave é protagonizado por alguns pais/encarregados de educação que veem o computador como "lugar" menos próprio. Desse modo e porque não estão para "vigiar"/orientar os filhos/educandos, o primeiro castigo que lhes impõem é "o não usar o computador". Os professores bem querem desmistificar esta ideias, mas, em certos meios, nem sempre é fácil...Frown

  • Sónia Teixeira da Silva há 1616 dias

    Sempre me assustou essa suposta qualidade de "nativo digital" pouco educada... os pais que dão um computador aos filhos como se de uma "máquina de jogos" se tratasse Frown... muita tecnologia e pouca literacia...

    Temos de educar socialmente - na escola, envolver os pais, para que entendam as capacidades das tecnologias e o seu valor educativo.

  • António Mordido há 1616 dias

    Bem, os nativo-digitais são aqueles que nasceram e/ou cresceram com as novas tecnologias à sua volta. Não é o meu caso. O facto de se gostar das TIC, não no fica ser um nativo-digital.

  • António Mordido há 1616 dias

    ... a minha experiência,  com mais de 20 como formador, fazem-me concluir que as pessoas com mais de 50 anos têm muita dificuldade em entrar no mundo das TIC. Daí pensar que seria urgente adotar politicas no sentido de as trazer ao mundo da informação e, consequentente, diminuir o seu isolamento social. Penso estar a fazer a minha parte, pois sou voluntário numa Universidade Sénior, como formador de informática. 

    AM

     

  • Ribães há 1616 dias

    Bom dia! a todos

    Já não era para vir mais a nenhum fórum. Todavia e como foi a pedido de Maria João, julgo que lhe devo esta simpatia de consideração para expressar sobre este assunto, as seguintes ordens de ideias [assertivas] em jeito de provocações do tipo "flat level" face ao pequeno conglomerado de opiniões tecidas entre os demais participantes (Sónia Teixeira, António Mordido, Sandra Melro, Célia Mafalda), até esta data (15.01.2015):

    (i) O Sr. Varandas (Deus lhe resguarde a alma lá nos céus), uma vez comprou uma máquina de dactilografar para não dar erros. Como vendia bolos de coco, escreveu um dia um post de marketing apressado na sua montra de doçarias lá da sua terra, "Bolos de Cocó. Bons, Bonitos e Baratos";

    (ii) O que são os episódios, as experiências das nossas vidas, senão histórias pintadas em versos de paixões de indivíduos que fazem tudo e mais não sei o quê das coisas que os envolvem. Tudo não passa de conjunturas inacabadas, de histórias comodamente dispostas à mão prontas a serem utilizadas, num deambular entre aquilo que deveria ser o verdadeiro entendimento das coisas e a imaginação que de cada um provém, que acabam [ambas] por se colocarem no lugar das ideias principais;

    (iii) E no meu papel de pai/encarregado de educação e com muitos filhos a cargo, antecedo o meu término (ainda sem ouvir Maria João) dizendo, que para os pais excecionais tem valor aquilo que junto dos seus filhos, estão em posição, de não substituírem aquilo que de mais útil dispõem "os seus valores humanos" em detrimento do mero uso dos computadores e a simples feitura de powerpoints nos trabalhos de casa dos seus filhos, sejam quais forem as palavras [porque temos que nos colocar na posição dos outros e perceber previamente qual o seu nível de literacia global] que os mesmos utilizem para catalogarem aquilo que porventura lhes apresenta como sendo o lugar menos próprio para estar, por parte de eventuais professores menos preparados culturalmente e que querem desmistificar algumas ideias sobre estas temáticas de usos, não compreendendo aquilo que verdadeiramente está por detrás de algumas expressões ou palavras oriundas de terceiros. Sim. Porque hoje em dia, alguns professores fazem muita água na tinta e esta fica rapidamente turba com a tinta que a água leva;

    (iv) E termino a minha exposição com uma comparação de anuência ubíqua: "Naquilo em que os franceses do século XVII são perturbantes, Wieland é irritante." (Goethe, s.d.) Onde aqui, as analogias estão centradas nos franceses (computadores/internet/lugares menos próprios de estar) e Wieland (TPC´s com recurso a computadores).

    Se porventura houver alguém que não tenha entendido o conteúdo oferecido, estarei cá para ajudar.

    Um abraço para todos. Fiquem bem. Obrigado!

  • Sónia Teixeira da Silva há 1615 dias

    Não vir, Ribães? Ainda temos uns dias para dialogar! E vemos as coisas de forma diferente: para mim, o copo está meio cheio Wink e o nível e número de contribuições para esta conversa devia ser multiplicado nos espaços/temas criados por aqui!

    Por outro lado, não precisarei de explicação, só prefiro usar simplicidade e ver fluidez nos nossos diálogos – acho que cerceamos caminhos de muitos com complicações excessivas… e falo (não só da heterogeneidade dos inscritos e visitantes deste MOOC, mas), inclusive, das tentativas de abordagem de públicos novos a temas em que se sentem mal preparados (voltando ao tema), não posso chegar a uma turma de formandos adultos e sem grande contato com o pc e exigir-lhes compreensão total de jargão e teorizações rebuscadas, devo sim pôr-me no seu papel e nível de conhecimento e tentar ajudar cada um a atingir os conhecimentos que lhe permitam um usufruto eficaz* das tecnologias! (*…o mais eficaz, e o pertinente!)

    Sinto-me mais vocacionada para público-alvo adulto (“idoso” ou não!) por achar que há distância que urge ultrapassar… O António Mordido tem um papel meritório! Eu (ainda) não passei de ideias, por falta de tempo… Gostaria de, para além de cursos-por-inscrição (onde estão os que perderam o medo do desconhecido!), levar o conhecimento até às pessoas, indo onde eles estão e não esperando, simplesmente, que entendam para que servem as tecnologias por artes mágicas… Exemplifico: ações/intervenções formativas em salas de espera de centros de saúde podem proporcionar a algumas pessoas algo tão valioso como saber ler/escrever sms; a outras poderá ser explicado como usar a máquina de registo à entrada do centro saúde, a outros, ainda, como marcar uma consulta pela internet…

    ps (loooongo): (I) aos Sr.s Varandas, desejo conhecidos que, em vez de ridicularizarem o letreiro o avisem/ajudem (educação social, cultural – entreajuda, em vez da nossa habitual competição violenta!); (II) afigura-se-me estar a ser insultada Tongue Out… e apenas se me oferece dizer que a relação com o quotidiano, com a experiência de cada um, é fundamental para a assimilação de aprendizagens e reconstrução de significados – em todos os aprendentes e, para que possamos ser ensinantes, não podemos deixar de ser aprendentes…; (III) … … … as ferramentas usam-se para melhorar a vida, não para substituir afetos – podendo, sim, permiti-los, ao quebrar barreiras... (aí, efetivamente, perdi-me na multiplicidade de palavras…); (IV) lamentoEmbarassed, (ainda) não conheço Goethe, nem Weiland…

    (Não ofereço conteúdo, partilho ideias Smile – esperando mais partilhas que me permitam reconstrui-las, sempre a caminho de uma melhoria pessoal e da humanidade!)

    E tragam mais opiniões/experiências:

  • Artur Coelho há 1615 dias

    a minha experiência é um pouco diferente. como responsável técnico por uma escola noto, por vezes, deslumbramento por ferramentas específicas que se esgotam depressa (e que obrigam a algum trabalho de backoffice que sabemos que não vai ser duradouro). noutras, observo o oposto: o saber-se trabalhar com um conjunto específico de ferramentas e resisitir à introdução de outras, mesmo que simplifiquem o trabalho, por obrigar a aprender algo de novo ou a reformular fluxos de trabalho. também há o sempre divertido "utilizadores que num ano refilam porque têm que aprender a usar uma ferramenta nova e não querem e no ano seguinte refilam porque se habituaram de tal forma à ferramenta que desdenharam que se sentiram pessoalmente ofendidos por haver algum constrangimento técnico temporário" (yep, isso acontece). algo que já percebi, nesta vertente, é que é preciso que as pessoas - utilizadores  - vejam algo que sintam que lhes seja útil ou interessante ao descobrir novas ferramentas digitais. o aprender por aprender diz-lhes pouco. (o que, convenhamos, é um lapalissianismo profundo da minha parte...)

  • Ribães há 1615 dias

    Bom dia! a todos

    Minha Cara Sónia,

    Apesar de hoje não ter muita disponibilidade para lhe estar a esclarecer tudo o que me vai na alma tecnológica - porque estou de luto - voltei somente para lhe dizer o seguinte através de um género de escrita mais corrente ou vulgar: (i) deveria ter perguntado primeiro, aquilo que não percebeu; (ii) sempre preferi dizer "não" do que "nunca"; (iii) faço o reparo que analogia evocada no meu ponto (i) surge no seguimento de lhe oferecer toda a razão, quando afirma "...muita tecnologia e pouca literacia..." (sic); quanto aos restantes pontos, bom, aquilo que lhe posso neste momento dizer, é que os reveja e tente os compreender indo ao encontro da sua questão, não deixando porém de lhe dizer, quanto ao meu ponto (iv) aquilo que hoje em dia a malta muito mais jovem do que eu responde aos mais adultos quando estes não sabem qualquer coisa "Temos pena!" (permita-me a expressão).

    PS: Ah! Quanto os clássicos fazem falta ao ensino/educação, Balzac, Goethe, Proust, Camilo ...

    E como a Sónia não viveu a decada de 70, porque nos diz que tem pouco mais de vinte aninhos, naqueles tempos, também se usava muito aquela expressão dos mais novos para os mais velhos ou para todos aqueles que não sabiam qualquer coisa sobre qualquer assunto.

    De qualquer das formas e como não venho mais a este fórum, deixo-lhe o meu email luisribaesmonteiro@gmail.com para tudo o que julgar oportuno perguntar, esclarecer ou partilhar, é que eu não gosto [mesmo] que as pessoas fiquem com dúvidas acerca de nada, muito menos, acerca daquilo que escrevo ou pretendo dizer.

    Muito Obrigado. Fiquem bem.

  • Sónia Teixeira da Silva há 1613 dias

    Uma questão adjacente:

    Serão só os que usam menos/conhecem menos as ferramentas digitais que estão suscetíveis a mal-entendidos nas comunicações não-face-a-face?

    :) ss

  • Artur Coelho há 1613 dias

    nope. é tão fácil interpretar mal palavras a frio e cair em flame wars porque aquilo que se leu de passagem chocou/irritou... 

  • Sónia Teixeira da Silva há 1611 dias

    ...aí está algo em que os "ensinantes" devem ter preparação extra... (evitar os seus mal-entendidos e ajudar os seus aprendentes na mesma tarefa!) Wink

  • Ribães há 1611 dias

    O Papa Gregório I num belo dia da sua vida, prestou a todos o quanto o ouviam, as seguintes eloquentes palavras: "Não é aos saltos que se sobe uma montanha, mas a passos lentos".

  • Sónia Teixeira da Silva há 1611 dias

    [Caro Ribães, não lhe agradeci atempadamente a disponibilidade, por lhe ter lido que não ia voltar aqui! - grata, por ela e pelo seu contributo à conversa! Sónia]

  • Ribães há 1610 dias

    Cara Sónia. Voltei porque estive a fazer o meu portefólio e aproveitei para postar mais um complemento para a boa compreensão das dialéticas dos aprendentes/ensinantes/aprendentes e nada mais. Espero que lhe seja útil.