Fazedores de Ideias: artefacto2

1. Antes de mais, o enquadramento:  Se considerarmos que todas as actividades são enquadradas pela cultura, então temos que compreender que o seu significado e objectivo são socialmente construídos através da negociação entre os membros dessa mesma cultura. Muitas das dificuldades (na aprendizagem) verificadas nos contextos tradicionais de aprendizagem, nascem a partir da ideia de que o grosso da actividade académica existe numa cultura própria, tornando-a diferente das actividades e da cultura que dão coerência, significado e sentido àquilo que o indivíduo aprende noutros locais. Encontramos as nossas actividades situadas na cultura em que trabalhamos, na qual negociamos significados e construímos as nossas visões do mundo. Estamos em constante enculturação em relação a diferentes culturas, mas as questões e os problemas que enfrentamos emergem de, são definidos por, e são resolvidos no seio das limitações impostas pela actividade que realizamos e do contexto no qual esta se enquadra. Afastando-nos das concepções mais positivistas, consideramos que parte das soluções para a aprendizagem (tradicional e, sobretudo, virtual) passam pela criação e desenvolvimento de actividades de aprendizagem que dão sentido ao conteúdo, isto é, contextos. Assim, de modo a ilustrar a criação de contextos de aprendizagem em ambientes virtuais, tomámos as actividades de aprendizagem como exemplos condensados de ambientes criadores de contexto e propusemos um modelo para a gestão da aprendizagem em ambientes virtuais, baseado em três categorias complementares de estratégias de aprendizagem: estratégias de interacção, de acção e de apresentação (cf. Figueiredo et al., 2002; Afonso, 2001; Afonso, 2001b; Afonso, 2000; Afonso, 2009). O recurso a estas estratégias é ilustrado através de uma variedade de actividades de aprendizagem para a web, que consideramos poderem promover a geração e o desenvolvimento de contextos para a aprendizagem colectiva. 

2. O relato da atividade proposta: No âmbito de uma acção de formação inicial de formadores em regime de b-learning, para o módulo sobre percursos diferenciados de aprendizagem, é feita uma breve introdução a alguns elementos da dinâmica de grupo, como a liderança, a gestão de conflitos e a motivação, entre outros. Assim, para abordar a questão da motivação, e ttendo e conta que o requisito de habilitação para acesso a estas ações é a escolaridade obrigatória à data de nascimento, as nossas turmas podem ser muito heterogéneas e, por isso mesmo, os conteúdos devem ser abordados de forma a que todos possam alcançar os objetivos pretendidos e participar, criando os seus próprios percursos de aprendizagem.

Inspirada numa técnica de aprendizagem bastante conhecida mas nem sempre explorada no seu potencial - brainstorming- criei a atividade Fazedores de Ideias.

a) conceito/noções: 1.-formais: os conteúdos abordados na formação são o conceito de motivação e a distinção entre intrínseca ou extrínseca; 2.- informais: a aprendizagem colaborativa, nomeadamente,a construção coletiva de conecimento através do debate e da partilha e de ideiais 

b) objetivos: 1-. do módulo: (geral) Em grupo, valorizar o papel da motivação intrínseca na formação, através da análise do videograma proposto; (específicos) Refletir, com base nas ideias do grupo, sobre o conceito de motivaçao; Distinguir, em grupo, a motivaçao intrinseca da motivaçao extrinseca. 2-. da atividade Fazedores de Ideias: trata-se de uma atividade criada para ser usada numa estratégia de interacção, tem como principais valências: promove o debate e o intercâmbio de ideias; recorre a competências cognitivas superiores; requer visões alternativas e mecanismos de reflexão; transfere o locus de controlo para o aprendente (eg. técnicas usadas nesta estratégia  Brainstorming, Fóruns, Narrativas). 

c) ferramentas tecnológicas mobilizadas

  • Criação de um grupo no facebook através da funcionalidade: Criar Grupos (https://www.facebook.com/groups/?category=membership)
  • Criação de vários grupos de brainstorming online através da aplicação/ferramenta AnswerGarden: ferramenta minimalista de feedback, que permite realizar brainstormings partilháveis; pode ser embutido num blog, partilhado no Twitter ou no Facebook entre outros (http://answergarden.ch/)
  • Criação de listagens ou documentos síntese para parilha através de upload no grupo do facebook para sintetizar e consolidar conhecimentos através da funcionalidade Google Docs e Google Drive

d) 3 argumentos justificativos de que a atividade relatada implica aprendizagem colaborativa [apoie-se no texto 2]

a atividade promove a interação e a partilha de conhecimentos, com a posterior construção coletiva do conhecimento através da negociação de significados (cf. "A aprendizagem colaborativa envolve assim os indivíduos como membros do grupo,implicando a negociação e a partilha de significados, e incluindo também a construção e amanutenção das conceções partilhadas das tarefas, que são realizadas interactivamente atravésde processos em grupo (Stahl, Koschmann & Suthers, 2006)." texto 2, pp6)

- a atividade tem momentos sincronos e assincronos, bem como contribuições individuais e de grupo (cf. "Segundo Larusson e Alterman (2009), as atividades de aprendizagem colaborativa podem ser realizadas individualmente ou em grupo, em momentos de sincronia ou de assincronia." (texto 2, pp6)

-a atividade promove uma relação professor-aluno centrada na aprendizagem e não na transmissão de conhecimento (cf. "O papel do professor, neste contexto de aprendizagem, aproxima-se daquele que é proposto por Altet (2000), o professor já não comunica “um saber-conteúdo feito” (p. 168) mas “guia, acompanha o aluno nas suas investigações, experiências, actividades e iniciativas e ajuda a definir problemas..."(texto 2, pp7)

3. O artefacto:

Espero não me ter esquecido de nenhuma ligação :) e aguardo o vosso feedback

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