(DES)plagiar

Numa sociedade em rede, que difunde e propaga o conhecimento à distância de um clique, devemos, enquanto profissionais de Educação do século XXI, desenvolver nos nossos alunos o sentimento de que plagiar ou não plagiar já não é a questão.

Numa sociedade cada vez mais global, dinâmica e competitiva, urge chamar à atenção sobre questões de plágio e desrespeito para com os direitos de autor. Como sabemos, o conhecimento extravazou os limites da escola e deixou de ser a detentora do conhecimento. A Web 2.0 desenvolveu, assim, seres infoxicados e confere a cada um de nós a liberdade/autonomia/responsabilidade de selecionarmos a informação, assim como respeitar a propriedade intelectual alheia.

Quantos de nós não tivemos já alunos que, por esta ou aquela razão, nos apresentaram trabalhos que são autênticas cópias dos aliciantes trabalhos já elaborados e tão fáceis de serem plagiados?

Pois é! A criatividade, apesar de positiva e produtora, exige tempo, trabalho e dedicação...e muitas vezes é mais fácil optar pela via mais curta e menos trabalhosa - a criação que, ainda de outro, momentaneamente pode ser nossa.

É neste sentido que devemos zelar pela preservação da informação e desenvolver nos nossos alunos a consciência de ato criminoso ao se plagiar. Devemos, portanto, desenvolver, juntamente com eles, competências e ferramentas que os ajudem a conornar essas aliciantes tentações de forma a estimular o seu espírito crítico e a desenvolver este ou aquele tema. Por exemplo, desenvolvermos técnicas de citação, que fundamentem ou complementem as nossas ideias - aqui prevenimos e evitamos o plágio.

Aqui é fundamental que nós próprios, enquanto educadores, recorrmos a essas técnicas, como exemplo significativo para essa aprendizagem.

Poderia relembrar várias situações de plágio, nomeadamente em trabalhos de pesquisa e/ou grupo. 

Considero, no entanto, mais produtivo apontar  a postura que sempre procurei manter.

Sempre que solicitei trabalhos de pesquisa, para além de orientar a atividade, guiei e guio os alunos nas fontes de pesquisa, estimulando, mais do que um tema livre, uma reflexão crítica sobre este ou aquele documento. Faço questão de ressalvar a penalização do plágio, incitando às técnicas de citação/referência. 

Assim,a questão não é plagiar, até porque os nossos alunos no futuro não poderão simular vidas ou competências irreais, a questão é como evitar e o que fazer. A resposta estará na consciência que mais que um ato penoso é um ato criminoso e que todos devemos criar e produzir, pois é com essa capacidade e essa honestidade que a própria vida fará sentido e permitirá chegar mais longe.