Copiar, criar e (re)criar...

Cada vez mais, «copiar» é fácil e quase confere ao infrator a ilusão de estar a criar obra original. As estreitas margens da possibilidade de invenção num mundo onde tudo parece ter já sido inventado remetem-nos para a importância de uma educação fundada em valores. 

Comentários

  • Sandra Galante há 1594 dias

    Há alguns anos, aquando da classificação de um trabalho, percebi ecos de ideias/passagens que me eram familiares. Inserido o texto no Plagius detector foi-me possível detectar as passagens plagiadas, sem a devida referência a fontes. Curiosamente, pareceu-me que estava mais embaraçada eu do que o estudante a quem comuniquei a situação... :)

  • Ana Paula há 1594 dias

    E será que não está quase tudo inventado? E o que nós fazemos não é recriar o que outros criaram? Quem é que originalmente escreveu o quê pela primeira vez? Será que conseguimos ter essa informação? Em muitos textos que leio, são tantas as citações e referências a outras fontas que muitas vezes me questiono o que de facto foi obra da pessoa.

  • Sandra Galante há 1593 dias

    Ana Paula, é verdade! Mas criar a partir do existente é avançar, é produzir conhecimento. O problema põe-se quando - voluntária ou involuntariamente - não identificamos as fontes. Neste novo mundo, há certamente novas competências a desenvolver, também neste âmbito... Um abraço

  • Selma_Bessa há 1592 dias

    Olá meninas, Sandra e Ana Paula, ao lermos um texto "plagiado" temos a sensação de estamos diante de uma colcha de retalho, onde não é possível enxergar o autor e sua opinião.

    Selma Bessa

     

  • Sandra Galante há 1592 dias

    Selma Bessa, acho que há uma certa polifonia até em textos não plagiados e nem sempre isso é negativo. Somos os que experienciamos, lemos, vemos, fruimos... e isso nota-se no que produzimos. Mas entendo o que quer dizer com manta de retalhos... Há que saber usar o «copia e cola» de forma ética! Um abraço