Internet: Pesquisar, Aprender e Não Copiar

A internet é uma ferramenta poderosa que os alunos dispões, em particular, para a obtenção de informação para a realização de trabalhos e relatórios.

No entanto, é uma ferramente que exige grande autonomia da parte deles e, assim, exige dos professores capacidade para os preparar para essa autonomia.

Eles terão de saber escolher os sites adequados para realizarem as suas pesquisas, isto é quais terão informação fidedigna.

Têm, também, de ser capazes de selecionar a informação recolhida.

Ora, tudo isto exige da parte do aluno uma elevada capacidade de reflexão e análise. É, pois, importante que esta ferramenta comece a ser usada cedo, por forma a que os alunos possam desenvolver as referidas competências de análise e reflexão.

Mas, teremos de considerar o aspeto do plágio. A minha experiência docente tem me permitido verificar que a maioria dos alunos se limita a copiar a informação que encontra para a pesquisa ou relatório que lhe foi solicitado. Não têm qualquer noção que aquilo que estão a copiar é trabalho de alguém. É fundamentalmente incutir-lhes a noção de ética, que está bastante ausente.

Como fazer tudo isto?

Esta é uma área complexa e que deveria ser trabalhada nas escolar de forma multidisciplinar e interdisciplinar. Acho que só assim poderemos alcançar os objetivos de preparar os nossos alunos para um uso correto e ético da internet.

Concluindo: o recurso à internet parece-me imprescíndivel e fundamental para as aprendizagens dos alunos, mas tem de ser garantido, pelas estratégias do professor, que vai produzir conhecimento e que para o aluno não fica apenas informação. Poderá ser uma forma de fomental competências importantes no aluno, como a análise e a reflexão, mas tudo terá de ser feito com ética e para isso terá o professor de atuar de forma muito ativa sobre o plágio, o que me parece que será deveras complexo com as caraterísticas do nosso sistema de ensino e com o rumo que tem sido tomado quanto ao ensino no nosso país.

Comentários

  • Rui_Areal há 1501 dias

    Concordo.  Acrescentaria que o plágio não deve ser visto como um problema maior do que é. É um roubo, ponto. Quem rouba o agricultor não aprende a semear e a colher. Logo, nunca será uma ameaça ao agricultor naquelas tarefas. Quem rouba um trabalho escrito, nunca será competente em realizar esse tipo de trabalho. Centremo-nos em construir trabalhos que exijam mais honestidade sem a ameaça do castigo, mas coom o apelo da recompensa. Exemplo: Devem estudar o preenchimento de formulários de IRS durante este mês, pois no próximo vamos ajudar a comunidade envolvente da escola. De que servirá copiar numa tarefa destas? Desculpem a simplicidade exagerada no exemplo, mas acho que dá para transmitir a ideia. (Um projeto deste género existe na Escola Secundária de Penafiel orientado pela professora Irma Oliveira)

  • Sónia Coelho há 1501 dias

    Estou totalmente de acordo. Cada vez mais se vê a incapacidade que os alunos tem em construirem documentos / textos seus! É mais prático copiar da internet e colar para os professores lerem. A criatividade vai morrendo lentamente...