Pequisar, selecionar e partilhar recursos na Internet

Com o advento da internet, a escola deixou de ser a principal fonte de conhecimento e informação e habituamo-nos a pensar na web como uma bibilioteca inesgotável.

No entanto importa não esquecer que a informação aí disponível não passa por nenhuma triagem prévia e como tal a sua qualidade deve ser sempre minuciosamente analisada.  Kovacs (1999) recorre aos termos ‘coisas boas’ e ‘coisas pobres’ para tentar estabelecer comparações entre os possíveis tipos de informação disponíveis online, sendo que por coisas boas se entende qualquer tipo de "informação que é relevante para as necessidades do usuário e atende aos padrões básicos de qualidade." 

Brandt vai mais longe e afirma neste sentido que os motores de busca existentes não "priorizam recursos com base na objetividade e/ou subjetividade da informação", pelo que se torna fundamental preparar os utilizadores para analisar os recursos disponíveis online e assim fazerem uma utilização de qualidade dos mesmos. Um pouco por todo o mundo estão já a ser tomadas algumas medidas neste sentido, porém esta é uma tarefa morosa e trabalhosa e contemplará sempre o formador/professor/educador como figura imprescindível desde processo.

Educar para esta finalidade compreende o noção do conceito de plágio à priori. Nas palavras de Gilmore, " ao sermos capazes de ensinar e/ou desenvolver nos estudantes as dimensões em que efetivamente falham, porque não sabem como fazer ou simplesmente desconhecem os procedimentos, contribuímos para a diminuição de todo o tipo de cheating e para o aumento de comportamentos academicamente íntegros, ou seja, desenvolvemos processos de aprendizagem efetivos."

Cvetkovic e Anderson (2010) afirmam como imperioso alertar os estudantes para a problemática do plágio e das suas consequências, dando mesmo o exemplo de que é " provável que os mesmos não apreciem o facto de verem os seus pensamentos, fotos e palavras, serem partilhados sem a sua permissão e sem a menção dos respetivos autores, consciencializando-os assim para a necessidade de atribuírem sempre a autoria nos trabalhos." 

Comentários

  • Jorge Filipe Guimarães há 1618 dias

    Concordo com a problemática que o seu Post explora, cada vez mais se questiona se esta disponibilidade de informação  não passa ela própria a ser a desinformação, existem alunos que se perdem totalmente na quantidade de informação que encontram e depois perdem-se na filtragem e elaboração dos seus textos. Penso que a solução será saber dosear o "Q.B.". #ecoimooc15t1

  • Ana Rodrigues há 1618 dias

    Obrigada pela leitura e contribuição Jorge!

    Concordo consigo quando diz que a solução estará no equilibrio.. se bem que com crianças é sempre mais dificil encontrar esse ponto de equilíbrio..razão pela qual defenso tanto que a alteração deste cenário só se conseguirá com uma alteração do destaque que é dado às tecnologias nas escolas e na formação de base.. este é quanto a mim um processo de contrução morosa, mas que se quer encadeado por forma a ser cada vez mais natural..

    Se prepararmos as crianças para a tecnologia e suas problemáticas será tudo muito natural e entuitivo com  o passar dos anos e "crescer tecnológico!".. #ecoimooc15#ecoimooc15t1

  • Rui Pacheco há 1602 dias

    Concordo plenamente quanto ao conteudo do blog. Creio, no entanto, que ainda temos um longo caminho a percorrer, para que os alunos interiorizem que não devem utilizar indevidamente a informação criada por outros.

    #ecoimooc15, ecoimooc15t1