Competências digitais e tecnologias no espaço escolar

Tudo o que está no espaço escolar, que tem a função de formar um cidadão consciente e participante, a partir das primeiras séries, pode ser reconstruído com base em práticas atuais, utilizando diferentes mídias tecnológica.  A informação, que vem dos livros, das aulas expositivas, ou de pesquisa na Internet, pode ser complementada pela construção de outros conceitos e relacionamentos, cuja riqueza reside no “fazer e experimentar”, utilizando os comandos e escolhas disponíveis em aplicativos ou nos portais eletrônicos. Quando nos referimos a instrumentais, consideramos que recursos tecnológicos devem ser encarados com dimensões mais poderosas do que “simples apoio didático”.

A expectativa de que eles facilitam o planejamento e a execução das ações pedagógicas, devem sempre passar pelos fundamentos necessários para construir uma política social coerente, com grande parcela de responsabilidade do Estado. Entretanto, o processo de reconstrução da prática do professor não é simples. Para isto, é necessário propiciar a ele uma vivência gradativa de aprendizagem tecnológica, para que ele possa refletir de várias maneiras sobre a própria prática, compartilhando suas experiências, leituras e reflexões com seus pares. Isto significa que o professor, atualmente, pode e deve participar de programas de formação continuada desenvolvidos por meio de ambientes virtuais que privilegiem as interações, a articulação entre a ação e reflexão, a prática e teoria, bem como o trabalho individual e colaborativo. Uma ideia geral de disseminação gradativa das ferramentas, mediante exemplos didáticos, pode possibilitar um aproveitamento racional de qualquer recurso, com formas adequadas de utilização pedagógica. Diante de objetivos estabelecidos, de forma continuada, pode-se abolir a prática sistêmica atual dos cursos específicos, sem objetivos educacionais profundos ou permanentes.

A abordagem colaborativa hoje se faz presente e com fortes indícios de que veio para ficar - com os chamados serviços online. Ou seja, você simplesmente cria uma conta em determinado endereço, utiliza o aplicativo online e pode salvar todo o trabalho, ali mesmo, para acessar depois de qualquer lugar. Esta opção comunicativa tem melhorado consideravelmente e cada exemplo prático de ferramenta on-line que propiciar cooperação e colaboração entre pessoas, vai gerar, com certeza, um bom produto final e uma aprendizagem significativa, ou seja, um resultado final convincente de qualquer projeto previamente elaborado e executado com professores e alunos. Outros recursos, como e-mail, chat, blog e bibliotecas virtuais, podem auxiliar nesta aproximação. Muitas questões aqui apontadas já foram debatidas por especialistas, comunicadores, pedagogos e políticos. Muitos deles concordam que as necessidades vão muito além da infraestrutura física e de recursos humanos especializados.

Concluindo, ao confrontar tecnologia com educação, nunca devemos adotar, inicialmente, um posicionamento resistente. Mas sim, vê-la como um conjunto de ferramentas que proporcionam facilidades de comunicação e recursos excelentes para construir um conhecimento, na escola e ao longo da vida.  

Comentários

  • Welinton Baxto há 1483 dias

    Olá

    "A abordagem colaborativa hoje se faz presente e com fortes indícios de que veio para ficar - com os chamados serviços online." Todavia, é uma das mais difíceis de se obter!! forte abraço, Welinton