Artefacto2

Por Irma_Dias há 1618 dias Comentários (8)

As Tecnologias de comunicação e de informação (TIC) têm sido introduzidas no quotidiano das nossas vidas e ao mesmo tempo, nos contextos educativos de uma forma gradual e quase natural, pois as TIC já fazem parte da vivência comum da sociedade atual.

Nesse sentido, a aprendizagem colaborativa e o uso de ferramentas digitais já fazem parte do quotidiano  escolar e de muitos outros cenários de aprendizagem, sendo as ferramentas digitais usadas como ferramentas mediadoras de uma aprendizagem colaborativa e cooperativa no desenvolvimento dos processos educacionais e de produção de conhecimento.

Legendre (1993) refere que a “a aprendizagem cooperativa pode ser definida como uma aproximação estruturada e metódica que, por um lado, define o encaminhamento educacional dos aprendentes e, por outro lado, determina as técnicas de ensino utilizadas” (in Silva, 2008:86).

No mesmo sentido, Ragoonaden, 2001 refere que “a aprendizagem cooperativa e/ou colaborativa permite, ainda, aos estudantes, tornarem-se participantes ativos nas atividades dos seus cursos. Os estudantes, organizados em pequenos grupos, assumem, efetivamente, a responsabilidade da sua própria aprendizagem. Eles aprendem em grupo e pelo grupo” (in Silva, 2008:106), demonstrando que a investigação e a prática de ensino evidenciam como a interação entre pares estimula a construção de conhecimento e traz ganhos cognitivos aos participantes.

A aprendizagem cooperativa e colaborativa em grupos e de forma conetivista torna-se uma realidade em que os estudantes assumem o comando da aprendizagem de forma consciente e com responsabilidade própria na produção do conhecimento.

Segundo Johnson, & Johnson (1999) para o trabalho colaborativo prevalecer é necessário os alunos sentirem-se responsáveis e interdependentes na obtenção dos objetivos propostos no grupo, devem interagir trocando ideias, criticas construtivistas e ajudando-se entre si promovendo um clima de partilhas e feedbacks aumentando a segurança pessoal no desenvolvimento da produção de conhecimento, tendo em atenção o próprio trabalho colaborativo no grupo fazendo autoavaliações do sua própria colaboração (in Silva, 2008: 90).

Este tipo de trabalho colaborativo vai ao encontro do pretendido na literacia digital, que segundo Gapski (2007) “deve ter em conta a possibilidade do utilizador poder assumir um papel ativo – seja através da oralidade, da escrita, de linguagem visual ou interativa – nas ferramentas sociais. É importante considerar não apenas uma receção crítica, mas também uma construção distinta e prudente de conteúdos” (Pereira, 2011:35). Para Midoro (2007) a literacia digital está relacionada com a capacidade de operar no mundo digital, gerir e gerar informação, e pela participação no processo de construção de conhecimento (in Pereira, 2011:33).

O cenário de aprendizagem desenvolve-se para alunos do ensino secundário e pretende-se a realização de um trabalho de grupo na área da Geologia que engloba os problemas ambientais.

O trabalho a desenvolver apresenta duas fases:

Primeiro será realizado uma pesquisa sobre o tema de literacia digital e o trabalho colaborativo no processo educacional.

Segundo através das ferramentas digitais a escolher pelos alunos desenvolve-se um processo de pesquisa de problemas ambientais em várias escolas do país.

Esta atividade tem como objetivos:                                                       

  • Sensibilizar os alunos para o uso das ferramentas digitais no processo de aprendizagem.
  • Desenvolver capacidades de aprendizagem colaborativista e cooperativista.
  • Desenvolver capacidades de autorreflexão e autoavaliação no uso correto das ferramentas digitais no processo de conhecimento autónomo e em grupo.
  • Uso das ferramentas digitais como ferramentas que maximizam e potenciam a interação e partilha do conhecimento.
  • Uso das ferramentas digitais para refletir sobre os problemas em estudo visualizando e contactando com as áreas a estudar.
  • Partilha de saberes e culturas locais e ambientais através da literacia digital.

 

As ferramentas digitais a utilizar:

  • Computadores com motores de busca para pesquisa inicial.
  • Plataforma Moodle para comunicar com outras escolas.
  • Blog para apresentação do projeto.

2ª Fase (Os alunos decidem quais as ferramentas que mais convêm para a partilha de informação, fotografia, etc).

  • Wiki
  • Foruns
  • Chat
  • Mail
  • Prezi 
  • Slideshare
  • Facebook

 

Após a primeira fase deste projeto e depois de escolhidas as ferramentas a utilizar neste estudo, todos os participantes devem ser responsáveis por um trabalho colaborativo e cooperativo.

A cada aluno será dada uma tarefa de pesquisa no terreno de um problema ambiental que terá que fotografar e fundamentar como problema ambiental.

No final, haverá um debate para confrontar os vários problemas encontrados, discutir qual deles o mais grave para se poder eleger como denomino comum  e no final encontrar formas para sensibilizar a comunidade escolar sobre o problema em questão e as formas de o corrigir.

Entre as escolas envolvidas existirá um debate final sobre o problema ambiental de cada escola e quais as soluções apresentadas.

 

 Com esta atividade pretende-se desenvolver e sensibilizar alunos para o uso da literacia digital como uma mais-valia no processo de ensino/aprendizagem. Desenvolver a aprendizagem colaborativa através de partilha de hiperligações, de fotografias, de textos e de debates entre os participantes promovendo a interação, a responsabilidade e autonomia individual na construção de um trabalho final comum.

Fomentar a participação cooperativa e colaborativa através da interação dos alunos nas atividades, nos debates e na partilha do conhecimento indo ao encontro do referido por Midoro (2007)  “ a literacia digital está relacionada com a capacidade de operar no mundo digital, gerir e gerar informação, e pela participação no processo de construção de conhecimento (in Pereira, 2011:33), usando as ferramentas digitais nesse sentido.

Podemos ainda afirmar que as TIC e o trabalho colaborativo e cooperativo quando utilizado com conhecimento científico e como uma mais-valia nos meios educativos podem evidenciar [“motivo” e “motor” como instrumentos para fazer sobressair uma forma coletiva de produzir conhecimento, isto é, de aprender juntos] (Silva, 2011:208).

            Neste projeto o professor é um mero orientador e mediador do processo de ensino dando autonomia aos alunos para a investigação e o uso das redes sociais ou ferramentas digitais mais adequadas ao projeto e à forma individual que cada membro considera mais adequado e/ou se sente mais à vontade para trabalhar, tendo sempre o apoio do “professor que, sempre que necessário, auxiliou e orientou os alunos de modo a poderem adquirir e cultivar estratégias de aprendizagem e a desenvolverem os seus próprios métodos de estudo e de trabalho (Texto2: 25).

 

Comentários

  • Anibal Matos há 1618 dias

    Irma

    Acho o seu trabalho muito interessante.

    Parabéns

  • Selma_Bessa há 1618 dias

    Irma parabéns. Os recursos digitais propostos: Wiki, Foruns, Chat,Mail,Prezi , Slideshare e Facebook  deixarão seu trabalho hiper colaborativo se fizer a convergência das mídias.

    Parabéns e sucesso na realziação do mesmo.

    Abraços!

  • Conceição_Grade há 1617 dias

    Claudia,parabéns pelo seu trabalho.Muito bom.

  • Amélia Ferreira há 1616 dias

    Muito interessante a ideia da pluralidade de recursos à escolha. Muito sucesso! #ecoimooc15, #ecoimooc15t3, #artefacto2

  • giselacastro há 1616 dias

    Irma,

    trabalho muito bom. Parabéns.

    #ecoimooc15, #ecoimooc15t3, #artefacto2

  • GildaAquino há 1616 dias

    Bom trabalho!

    Abraços

  • Cristina Miguel há 1614 dias

    Gostei do seu trabalho! Parabéns Wink

  • Welinton Baxto há 1614 dias

    OLá Irma,

    Cooperando [...] 

    Equivalente à modalidade presencial, os cursos ofertados na modalidade a distância procura estimular a colaboração entre os participantes para que seja formado um grupo de aprendizagem que possibilite a interação e a troca de experiência. Apesar de a rede ter a propriedade de encurtar distâncias e dispor de recursos tecnológicos que permitem o agrupamento dos participantes, segundo Harasim et al. (1996), a colaboração online não é tão simples e fácil de ser alcançada.