Educadores

Segundo Moran (2009)  existem várias categorias de educadores:

a) Profissionais previsíveis - são professores que aprendem modelos e tendem a repeti-los permanentemente. Gostam da segurança, do conforto da repetição. Dependem de motivações externas. Fazem pequenas alterações, quando pressionados, mas, se a pressão da autoridade diminui, o comportamento tradicional restabelece-se. Existem profissionais previsíveis competentes, que realizam um trabalho exemplar, sério, dedicado. Mas há também previsíveis pouco competentes, pouco preparados, que copiam modelos, receitas sem muita criatividade.

b) Profissionais proativos, automotivados - são professores que procuram sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (motivam-se para continuar aprendendo). Diante de novas propostas ou ideias, fazem pesquisa, e procuram implementá-las e avaliá-las. Temos duas categorias de proativos: uns são dinâmicos, ágeis e implementam soluções previsíveis, conhecidas, aprendidas em palestras ou cursos de formação; outros são proativos inovadores: trazem propostas diferenciadas, ainda não tentadas antes. Ambos são importantes para fazer avançar a educação, mas é dos inovadores neste momento que precisamos mais.

c) Profissionais acomodados - São profissionais burocráticos, que fazem o mínimo para se manter; questionam os motivados, os jovens idealistas; culpam o governo, a estrutura, os alunos pelos problemas. Muitas vezes ocupam cargos importantes e os utilizam em proveito próprio ou de grupos específicos, que os apoiam ou elegem. São um peso desagregador e imobilizador nas escolas, que torna muito mais difícil realizar mudanças.

d) Profissionais com dificuldades maiores são aqueles que têm dificuldades momentâneas ou conjunturais. Passam por uma crise pessoal ou familiar, ou alguma doença que dificulta o seu desempenho profissional. Com o tempo se recuperam e retomam o ritmo anterior. Mas também há profissionais que possuem dificuldades mais profundas. Pode ser de relacionamento - são difíceis, complicados, não sabem trabalhar em grupo – de esquizofrenia, de autocentramento – acham-se os donos do mundo – e tantas outras. São pessoas difíceis, que complicam muito o andamento institucional, a relação pedagógica e a gestão escolar.


MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda (2009) - Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 16ª. ed.,  Campinas: Papirus.

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