Perfil multifacetado do "novo" professor

Sou da opinião que uma imagem vale mais que mil palavras. E quando a imagem é enriquecida com texto e esquemas apelativos ainda melhor!

Partilho uma outra imagem do perfil multifacetado que é exigido, atualmente, ao professor:

(imagem disponível em http://2.bp.blogspot.com/-y2dT9TBifAk/T3WyR_bMELI/AAAAAAAAABc/_Yex7nr9xlw/s1600/professorantenado.jpg)

Comentários

  • Maria Emanuel Almeida há 1434 dias

    Olá Bárbara

    Acho interessante esta apresentação do novo perfil do professor, pois é muito elucidativa.

    Permitiu-me fazer uma reflexão e ver o quanto, por vezes, me encontro fora destes parâmetros, mesmo se pretendo ser uma boa professora não só cientificamente, como tecnicamente e socialmente.

    Confesso que ser professor num ambiente socialmente degradado é bastante difícil, visto que se tem de associar não só às questões científicas das aulas propriamente ditas como também a todo o contexto familiar de onde provêm os alunos e as dificuldades que enfrentam todos os dias para ir para a escola.

    Além destes aspetos que se poderiam chamar “práticos” há ainda a questão do estudo que não é acompanhado em casa, muito pelo contrário, por vezes é até desprestigiado, assim como o trabalho dos professores. Ademais há a questão da saúde, nomeadamente da falta de uma alimentação saudável dentro do possível, e do sono que não é tido em conta pelos jovens que ficam a ver televisão ou a jogar toda a noite e de manhã veem para a escola sem ter comido e dormido. Pode-se imaginar que nestas circunstâncias um professor não consegue fazer milagres e qualquer tecnologia que exista não colma estas grandes lacunas humanas.

    Posso dizer que esta é a minha experiência profissional. Assim por mais que deseje ser uma professora com um novo perfil não o posso ser, porque primeiro há que dar de comer e ajudar a equilibrar a saúde, a fim de que o estudo possa ser uma mais valia e aproveitado devidamente. Acresce a estas circunstâncias o aspeto da indisciplina que é de alto nível, tornando-se preocupante o comportamento dos alunos em certas circunstâncias, não só no espaço da sala de aula, como também nos corredores, recreios e ainda fora da escola. São todas estas valências que tenho de enfrentar primeiro do que a tecnologia, pois esta só é possível abordar após a resolução das questões anteriores. #ecoimooc3t1, #ecoimooc3

  • barbara19 há 1432 dias

    Boa noite Emanuel,

    Obrigada pela tua partilha!
    Também conheço essa realidade! Trabalhei como animadora socio-cultural numa escola de 1º ciclo com jardim de infância numa aldeia do concelho de Tomar e vivi de tudo, desde pais que se esquecem das crianças no ATL bem depois das 20h, crianças vestidas com a mesma roupa do dia anterior, crianças que passam fome e as únicas refeições do dia eram na escola (pequeno-almoço, lanches e almoço), ...

    A vivência na sociedade atual impõe um ritmo demasiado veloz e uma rotina, no mínimo, stressante aos pais, que muitas vezes também são professores, o que tem implicações no tempo e no modo como estamos com as "nossas" crianças. Por outro lado, não podemos esquecer o contexto socio-económico em que vivem muitos portugueses - classe baixa, se não no limiar da pobreza...

    É importante que se discutam as novas competências dos professores e a implementação de novos modelos pedagógicos, mas quando as necessidades básicas não se encontram satisfeitas, tudo o resto é secundário!

    E, infelizmente, estas situações ainda fazem parte da nossa realidade!