o Plágio

Para que haja um combate efectivo ao plágio é necessário a educação. E esta educação tem de ser bilateral. Isto é, os professores devem estar abilitados a aperceberem-se das dificuldades apresentadas pelos alunos, muita das vezes sintoma de avizinhamento de plágio, tentando da sua parte modificar a sua forma de ensino, proporcionando ferramentas adequadas para melhor a produção de trabalho do aluno.

Deve ser o professor o exemplo de integridade académica, sendo consciencioso quanto a pesquisa, consulta, recolha de material de trabalho tornando-se dessa forma um modelo a seguir pelo aluno. 

Através desta reeducação  o aluno reconhecerá o erro de praticar o plágio e sera maisautónomo e auto critico quanto as suas escolhas dos recursos digitais.

No meu percurso nunca observei nenhum recurso a plágio, nem tenho qualquer conhecimento direto, nem nos meus estudos academicos o fiz, por considerar incorreto e perigoso.

Se tivesse de me confrontar com tal problematica, faria tal qual acima descrevi.

 

Comentários

  • Maria Emanuel Almeida há 1466 dias

    Tal como refere é importante a necessidade da educação em aspetos relacionados com o plágio. Porém, eu pergunto se num ambiente académico não existir antes de tudo “educação” ou seja respeito, ética, responsabilidade, compromisso, então o que estão os professores a fazer nas escolas e nas Universidades, ou outros formadores em ambientes não formais?

    Penso que a questão do plágio se pode referir não só a trabalhos realizados em ambientes académicos, mas também em outros ambientes, como por exemplo os laborais e mesmo lúdicos ou de competição. Deste modo, constato que o alerta do plágio deve estar sempre presente na nossa vida.

    Acho muito importante quanto diz sobre o que deve ser o professor “o exemplo de integridade académica, sendo consciencioso quanto a pesquisa, consulta, recolha de material de trabalho”. Este aspeto é muito importante.

    Por vezes nós professores podemos cair no facilitismo e sermos conduzidos a praticar plágio sem intenção alguma. Digo isto, porque vejo quanto é moroso consultar documentação para a elaboração de uma atividade e ter que fazer todas as referências dos quadros, tabelas, fotografias, para além dos textos que por vezes também são provenientes de outros colegas. Pode acontecer que sem querer e devido ao excesso trabalho e pouco tempo para o executar se saltem estes particulares que são fundamentais e imprescindíveis de ser ultrapassados.

    Um aspeto que nos pode ajudar a não plagiar é quando encontramos Recursos Educacionais Abertos (REA) que segundo a Wikipédia consta de um movimento formado por uma comunidade internacional que é estimulada pela Internet que tem como objetivo promover o acesso, uso e reuso de bens educacionais. Este conceito baseia-se na ideia de bens comuns. Uma definição formal construída em colaboração com a comunidade REA no Brasil e que foi adotada pela UNESCO/COL1). E é definido como

    "os materiais de ensino, aprendizagem e investigação em quaisquer suportes, digitais ou outros, que se situem no domínio público ou que tenham sido divulgados sob licença aberta que permite acesso, uso, adaptação e redistribuição gratuitos por terceiros, mediante nenhuma restrição ou poucas restrições. O licenciamento aberto é construído no âmbito da estrutura existente dos direitos de propriedade intelectual, tais como se encontram definidos por convenções internacionais pertinentes, e respeita a autoria da obra";

    Quando surgem estes casos é possível usar os respetivos materiais para a elaboração das atividades sem ter medo de estar a contrair plágio, embora se tenha sempre de fazer as devidas referências.

    Referências bibliográficas

    1)      Declaração REA de Paris em 2012. Recuperado de http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/WPFD2009/Portuguese_Declaration.html #ecoimooc3t1, #ecoimooc3