O plágio e a utilização de recursos na internet

A multiplicidade de recursos da internet oferece um campo de pesquisa virtualmentwe infinito, onde , no entanto, os alunos não sabem situar-se : qual o critério a usar para distInguir sítios confiáveis de sítios não confiáveis?  Quais as normas a seguir na citação de páginas web? Quais os princípios éticos que devem presisidir á utilização das fontes para a composição dum trabalho científico? O que são os direitos de autor?

O aluno do secundário e  muitos alunos do ensino superior não têm uma formação específicamente dirigida para esta temática, que é, por assim dizer propedêutica, relativamente a qualquer  trabalho em qualquer área científica .

Já todos os professores se confrontaram com casos de plágio, e eles tornaramm-se mesmo de tal forma conflituantes que fui obrigada a abandonar a classificação de textos escritos resultantes de pesquisa na Web. O caso mais impressionante e o último que tive que enfrentar foi o de um aluno que, com apoio dos pais, plagiou um trabalho de Bioética da Faculdade de Medicina, que estava publicado na net.

Comprovar o plagio foi relativamente fácil, fazer admitir que o plágio é uma fraude foi praticamente impossível. O acordo prévio sobre a forma admissível de utilização das fontes da Internet é absolutamente indispensável e se ele não é possível nenhum trabalho pedagogicamente útil pode ser feito.

Comentários

  • Nelson Barradas há 1432 dias

    Olá Maria Adelaide,

    no seu texto focou alguns aspetos que me parecem relevantes:

    a) É um facto que a maioria dos alunos não tem critérios ou capacidades para avaliar a fiabilidade dos sites e dos recursos educativos digitais. Este problema seria atenuado se os professores fornecessem um guião do trabalho de pesquisa indicando a webgrafia de referência, indicando os sites a consultar, avaliados e validados.

    b) Em muitas escolas não estão adotados modelos de pesquisa de informação (como o "BIG 6" ou o "Plus", por exemplo) que poderiam facilitar o trabalho dos alunos, uma vez que definem as etapas a percorrer na elaboração e apresentação de trabalho de pesquisa.

    c) Os alunos (e os pais) não têm noção de que plagiar constitui uma fraude e que o ato é eticamente reprovável. Há efetivamente necessidade de mais (in)formação para alunos e pais sobre o tema e as sua implicações.

    Bom trabalho.

    ecoimmoc3ecoimooc3ti

  • Maria Antónia Grenho Marques Rodrigues há 1432 dias

    Pelo exemplo citado pela colega Maria Adelaide se comprova, uma vez mais, que a educação começa em casa!

    Não me admira nada este caso face a muitas situações de conivência e impunidade a que assistimos nos tempos atuais.

    Por outro lado e tal como o Nelson referiu é necessário que haja maior informação não apenas destinada aos alunos mas até para os próprios pais porque não estranharia que também estes desconhecessem estas questões, 

    Maria

    ecoimmoc3ecoimooc3ti

  • Jerónimo Fernandes há 1432 dias

    Boa noite,

    sendo docente no ensino secundário, não peço aos alunos muitos trabalhos de pesquisa na Internet, por vários motivos. Em primeiro lugar, porque considero dificil aos alunos entenderem os direitos de autor e as normas para citar as fontes. Adicionamente, acho que os alunos aínda não sabem pesquisar corretamente a informação na Internet, avaliar a sua qualidade e resumir apenas a informação que lhes é útil. Na minha opinião, essas competências já deviam ser trabalhadas com os alunos desde a primária e ensino básico.

     Cumprimentos,

    JF

     ecoimmoc3ecoimooc3ti

  • artinf há 1432 dias

    Boa noite

      Claro está que está mais apto a lidar com a internet, a recolher nela a informação que precisa e utiliza-la bem quem foi educado no velho sistema sem internet, pois ele foi subindo degrau a degrau e compreende bem a função da internet e todo o seu potencial. esta nova era que se abre terá que realizar muitas alterações e provaelmente determinados tabalhinhos do velho sistema não fazem mais sentido nos dias de hoje, há que debruçau muito bem sobre o assunto e construir talvez uma nova Escola, o problema é que estamos emn transição e como tal não estamos mais no velho sistema mas tambem ainda nãoi temos um novo.