Plagiar ou não plagiar!

O Dicionário Priberam descreve Plágio como o "acto ou efeito de plagiar" e "imitação ou cópia fraudulenta".
Em contexto educativo, considera-se plágio usar ideias ou palavras de outros, sem identificar claramente a fonte dessa informação ou o seu autor (adaptado de WTS). 


Formas de evitar o plágio:

  • "Identificar os autores de uma ideia, opinião ou teoria,
  • Referenciar a(s) fonte(s) de quaisquer factos, estatísticas,  gráficos, desenhos - qualquer tipo de informação, que não seja de conhecimento comum,
  • Colocar entre aspas as citações (escritas ou faladas) de outras pessoas,
  • Parafrasear palavras escritas ou faladas por outros" (idem).
São demasiadas as situações de plágio com que me deparei na minha curta carreira... 
E em todas a cultura do facilitismo e do não há consequências parecia reinar!
 
Na minha experiência com crianças e jovens a frequentar o ensino obrigatório, o plágio surgia sempre como forma de "despachar" e terminar o trabalho o quanto antes. Muitos dos trabalhos revelavam-se cópias integrais de páginas pesquisadas no google (a grande maioria das vezes, de uma única página - a primeira que encontravam)...
Nem se davam ao cuidado de verificar o português (português de Portugal ou português do Brasil)!
 
No contexto da educação de adultos (no âmbito dos processos de RVCC dos antigos CNOs), também o plágio não era ato isolado.
Cheguei a "apanhar" um formando que até a história de vida plagiou para ver reconhecidas mais competências... E, quando confrontado com a situação, ameaçou ir para outro centro, onde sabia que aquela era uma prática comum!

Referenciar, citar, colocar por outras palavras, identificar o autor devem ser práticas a incentivar desde tenra idade, como forma de respeito mas também de exaltação do trabalho desenvolvido por outros!

Referências:

Comentários

  • Elisabete_Guedes há 1489 dias

    Ao longo da  nossa carreira cada vez é mais usual depararmo-nos com trabalhos plagiados. Tal como diz a colega, o "facilitismo" e a "impunidade" revelaram-se os principais motivos para o plágio. Os alunos do ensino obrigatório, mal orientados, copiam a primeira "coisa" que lhes aparece, sem lerem, sem saberem o que realmente estão a copiar - se é válido ou não para o trabalho. A correção da escrita também é descorada/esquecida, afinal estão a colar o que, à partida, é válido.  

  • ismaelguedes há 1488 dias

     #ecoimooc3 e #ecoimooc3t1

    Não poderia estar mais de acordo!

    Ás vezes, os alunos nem sequer se dão ao trabalho de alterar termos que não utilizamos em português (pt).... por exemplo, quantos «usuários» em vez de «utilizadores»? Quando fazem traduções automáticas de trabalhos plagiados de outras línguas, através do google tradutor ou outro similar, nem sempre se dão ao trabalho de ler o resultado final...

    Um das estratégias sugeridas para, pelo menos evitar a passagem de trabalhos na mesma escola entre alunos de um ano para o outro, é alterar os tipos de avaliação e os próprios instrumentos.

  • Francisco Costa há 1488 dias

    Concordo com o exposto, mas defendo que os bons trabalhos sejam até disponíveis no Centro de Recursos da Biblioteca Escolar, como exemplo a seguir, não a copiar, mas sim a complementar.