Balanço dos assuntos tratados no tema 1

Os vídeos e textos que nos forem proporcionados neste tema, alertaram-nos essencialmente para:

- formação de professores

- uso da NTCI

- ética

Quanto à formação de professores, lembrei-me de dar uma vista de olhos a um "antigo" livro de Ph. Perrenoud. A edição francesa é de 1999 e a brasileira, que menciono é de 2000 - 10 Novas competências para ensinar. Ora, neste livro. Perrenoud apontava já duas novas competências que o professor devia adquirir: 8. Utilizar novas tecnologias (pág.125); 9. Admistrar a sua própria formação contínua (pág. 141). No capitulo 8. Perrenoud  cita duas declarações de outro autor (Patrick Mendelson) que tomo a liberdade de partilhar convosco:

"As crianças nascem em uma cultura em que se clica, e o dever dos professores é inserir-se no universo de seus alunos."

"Se a escola ministra um ensino que aprentemente não é mais útil para uso externo, corre um risco de desqualificação. Então, como vocês querem que as crianças tenham confiança nela"?

Quanto á competência 10. Perrenoud conclui que:

"Seria importante que cada vez mais professores se sentissem responsáveis pela política de formação contínua e interviessem individual ou coletivamente nos processos de decisão." (pág. 169)

Até aqui nada de novo. Só que há muito tempo se fala em formação contínua de professores, que de obrigatória passou a ser cara. 

Quanto aos alunos, precisam de ser ensinados a usar as novas tecnologias, de maneira crítica, inteligente, como fonte de informação para criação de conhecimento. O aspeto lúdico das mesmas deve ser motivo de interesse também para os educadores. Uma vertente não exclui a outra. Mas devem ser alertados para a possibilidade de "viciação", alheamento da realidade. Nem sempre pode caber aos pais e famílias essa pedagogia. O grau de escolaridade e de informação das familias varia muito. Ter acesso às TIC é, muitas vezes, sinal de promoção e integração social. Creio que nas BE hoje em dia existem computadores para uso dos alunos. Que bom! Mas cuidado! Não devem ser só utilizados para jogar, ver "patetices" na Net. Até há pocuo tempo, no relatório final de BE era mencionado quais os professores (colaboradores na BE) que tinham feito formação em TIC. Porque será esta preocupação? Por exemplo, para criar uma conta no "Facebook" ou até no Moodle, um aluno, menor de idade, tem de ser autorizado pelo EE. Muitos professores acham isso estranho. (Este também é um pormenor "ético".)

Quanto aos aspetos éticos, nomedamente o plágio, reparamos, nos relatos pessoais, que tanto adultos como alunos o pratica: por comodidade, por ignorância e por... desonestidade. Também de ser explicado como funciona: a crianças, adultos e "outros".

Todas as inovações da humanidade tiveram os seus defensores e opositores. Sócrates, por exemplo, em "Fedro" lamenta a invenção dos livros que criam "esquecimento" na alma. (Pudera, ele não sabia ler!)

As TIC não são a perda da civilização, mas também, por si só, não vão resolver os problemas da humanidade. Têm de ser controladas, e usadas como "parceiras" e não como "Senhores/amos".

Ref. Bilbilográfica

Perrenoud Ph. (2000). Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre, Artmed Editora

Comentários

  • Liliana Sofia Franco Guerreiro há 1481 dias

    O seu comentário é muito interessante, na medida em que além de sabermos que hoje em dia a tecnologia se encontra em quase tudo o que fazemos, esta deve ser trabalhada e utilizada com conta peso e medida. Tal facto, também deve ser explorado pelos alunos, pois possuem outras competências além das que se relacionam com as TIC, como a criatividade.