Será? Será? Será? Muitas interrogações???

Será que estamos a responder a quanto António Dias Figueiredo defendeu quando em 2009 escreveu um artigo sobre Inovar em Educação, Educar para a Inovação, dizendo que as escolas devem preparar os cidadãos para "um mundo globalizado, complexo, de mudança, centrado no conhecimento, onde todos competem com todos, sem fronteiras, e onde a capacidade de cada um para criar valor, com empenho e inovação, passou a ser factor crítico, não apenas de sucesso, mas de sobrevivência"?

Para responder a quanto nos é pedido neste tema 2 sobre: Que competências queremos desenvolver nos estudantes? Que competências digitais deverá ter o professor?

Considero que esta pregunta vai ao encontro do que Figueiredo referia relativamente ao conhecimento e neste caso trata-se de conhecimento digital e tecnológico, pois será este que nos permitirá sobreviver…

Pelo que tenho constatado com as intervenções que os colegas têm feito ainda estamos longe deste desejo de António Dias Figueiredo, embora nos encontremos em plena época tecnológica e no século XXI.

Pergunto-me a que se deve esta situação de impasse e por vezes de inatividade perante a possibilidade de adquirir conhecimentos tecnológicos? Será devido à formação deficiente dos professores no que respeita às novas tecnologias?

Será por causa da rejeição à novidade? Será o medo de enfrentar algo de novo e desconhecido? Será ainda ter medo de se confrontar com os alunos que sabem mais do que os professores neste campo?

São muitas as interrogações que me coloco e segundo a minha perspetiva pode ser tudo um pouco.

http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265

Comentários

  • Henrique Velho há 1340 dias

    Maria Emanuel,

    Sou bastante otimista neste assunto e mesmo que Dias Figueiredo possa ter exagerado ao considerar a inovação como fator crítico de sobrevivência, já estou mais de acordo ao considerar que educar para a inovação é factor crítico de sucesso.

    Estou otimista porque os alunos ao nível da tecnologia estão à frente e parece-me que são os professsores que tem mesmo de desenvolver competências para os acompanharem e orientarem. As redes sociais são o exemplo claro em que me fundamento. Quantos professores estão nas redes sociais para além do facebook e do Twitter? ..talvez o Linked In! ...ou talvez não! e o Tumblr, o LiveJournal, Foursquare, o Instagram, etc.?

    Este curso deve-se à necessidade de dotar os professores de competências de acompanhamento e orientação dos alunos. Orientação para critérios de avaliação da informação para a sua seleção e posterior partilha com ética e respeito pela propriedade das ideias.

    Cumprimentos.

    Henrique Velho

  • Maria Emanuel Almeida há 1340 dias

    Olá Henrique

    Obrigada pelo seu comentário. Concordo consigo, pois acho que devem ser os professores a ir para a frente sem ter medo de serem ultrapassados tecnologicamente pelos alunos.

    Penso que será um modo novo de poder desenvolver o processo ensino aprendizagem em que a colaboração, cooperação e participação é comum e faz-se na medida em que cada um dá o que sabe, os profesores a sabedoria e os conhecimentos científicos e os alunos a prática tecnológica.

    Se o ensino funcionasse como uma troca de saberes penso que haveria mais sucesso e participação ativa nas aulas.

    Porém, temos também de estar conscientes que apesar da boa vontade do professor em querer implementar práticas educativas como esta, nem sempre se consegue devido ao mau comportaneto por parte dos alunos, aspeto que é preciso ter sempre em consideração.

    Obrigada e cordialmente

    Emanuel #ecoimooc3#ecoimooc3t2