Tema 1: Plágio

A questão do plágio apresenta-se como um problema ético resolúvel através da educação, deteção e responsabilização, conforme está expresso no texto 3. Mas será tão fácil assim? Se o é, porque se tornou num problema tão complexo e transversal?

Na sociedade atual da imagem, informação e velocidade o plágio tornou-se na solução fácil para um problema difícil: aprender. Em boa verdade, a aprendizagem requer tempo, reflexão, meditação e aplicação. O plágio apenas exige uns poucos cliques no rato.

A ética (como sistema observante) para ser eficaz deve verificar-se na moral dos indivíduos influenciando o seu comportamento (elemento observado). Esta influência dá-se pela interiorização no indivíduo de valores e princípios congruentes com a sociedade em que se movimenta.

Então, estamos perante um dilema: por um lado exige-se probidade ética e moral; por outro promove-se nos media a superficialidade, individualismo, rebeldia e rutura com o passado. Longe vão os tempos dos imperativos categóricos de Kant, sejam bem-vindos os reality-shows.

Parece que a escola, apesar de toda a sua virtude, está a remar contra a maré e pretende resolver os problemas do mundo por si só. É um sonho ambicioso. A mudança de comportamento exige uma mudança mais social que institucional e mais familiar que escolar.

Tal como se espera que o aluno do 1º ciclo já saiba falar, porque o aprendeu em casa, também se espera que o aluno universitário saiba que roubar é errado, porque a sociedade assim o diz (para não falar na sua consciência).

O plágio, mais do que um problema de violação da propriedade intelectual, é um problema de formação moral do indivíduo. A solução começa em casa, junto dos pais.