Coloborar

A definição de aprendizagem colaborativa muitas vezes se confunde com a definição de aprendizagem cooperativa. As diferenças e semelhanças entre os dois conceitos tem suscitado uma  ampla discussão  e com  várias interpretações no meio acadêmico . Esses termos são aparentemente muito parecidos e até usados como sinônimos. Porém, alguns autores os consideram diferentes nas suas perspectivas teóricas e práticas.

 Matthews et al. (1995) descrevem os aspectos em que a aprendizagem colaborativa e a cooperativa podem diferir. Há, nessas duas abordagens, diferentes visões sobre:

 

• o estilo, a função e o grau de envolvimento do professor;

• a questão da autoridade e do relacionamento entre professor e aluno;

• até que ponto os alunos precisam ser ensinados a trabalhar em grupos;

• como o conhecimento é assimilado ou construído;

• a formação do grupo, construção da tarefa, o grau de responsabilidade individual ou do grupo para com as atividades.

Matthews, também, afirma que existem aspectos em que a aprendizagem colaborativa e a cooperativa possuem concordância de pressupostos:

• Aprender de um modo ativo é mais efetivo do que receber informação passivamente;

• O professor é um facilitador, um técnico;

• Ensinar e aprender são experiências compartilhadas entre professores e alunos;

• Encontrar o equilíbrio entre aula expositiva e a atividades em grupo é uma parte importante do papel do professor;

• A participação em atividades em pequenos grupos ajuda no desenvolvimento de habilidades de pensamento elaboradas e aumenta as habilidades individuais para o uso do conhecimento;

• Aceitar a responsabilidade pelo aprendizado individual e em grupo aumenta o desenvolvimento intelectual;

• A articulação de ideias em pequenos grupos aumenta a habilidade de o aluno refletir sobre suas próprias crenças e processos mentais;

• Desenvolver habilidades sociais e de trabalho em equipe por meio da construção de consenso é uma parte fundamental de uma educação liberal;

• A sensação de pertencer a uma comunidade acadêmica pequena e acolhedora aumenta o sucesso do aluno a sua retenção; e gostar (ou pelo menos reconhecer o valor da) diversidade é essencial para a sobrevivência de uma democracia multicultural. (MATTHEWS et al., 1995).

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