Artefacto digital 2 - Atividade com o Classroom

 

Atividade com o Classroom

 

Introdução

A atividade abaixo descrita consiste numa proposta pedagógica a aplicar em várias aulas da disciplina de Eletrónica, para uma turma de jovens alunos do 11º ano, sujeita a avaliação pelo professor dentro de prazos estabelecidos. O tema é Transístores Bipolares e as aulas devem ser dadas em sala de Informática, com computadores e acesso à Internet.

 

a) Conceito/noções

O tema a abordar é “Transístores Bipolares”, pretendendo-se focar os seguintes conteúdos:

1) A história do transístor

2) A constituição do transístor bipolar e tipos existentes

3) O funcionamento do transístor bipolar

4) Aplicações do transístor bipolar

No primeiro tópico, pretende-se que o aluno adquira conhecimentos sobre a origem dos transístores bipolares.

No segundo tópico, o aluno deverá compreender a constituição, os formatos e os tipos de transístores bipolares.

No terceiro tópico, o aluno deverá compreender o funcionamento do transístor bipolar.

No quarto tópico, o aluno deverá aprofundar conhecimentos sobre os transístores bipolares e compreender as suas principais aplicações.

 

b) Objetivos

- Utilizar o Classroom como ferramenta pedagógica e de aprendizagem colaborativa;

- Saber utilizar o Google (como motor de pesquisa), o Gmail, o Google Drive, o Google Docs e o Google Classroom (como organizador de aulas, de partilha de conteúdos e de trabalhos).

- Promover a interação entre colegas e com o professor;

- Promover a pesquisa na Internet, seleção e partilha de informação;

- Utilizar ferramentas tecnológicas e desenvolver competências digitais;

- Fazer uma aprendizagem colaborativa através de ferramentas digitais. 

 

No decurso da atividade não existem interações presenciais para o desenvolvimento do tema. O tema será desenvolvido exclusivamente no espaço criado para a turma no Classroom. A atividade é estruturada em várias fases e serão acompanhadas nas aulas em sala de informática. Os alunos serão estimulados a desenvolver as tarefas de cada fase fora da sala de aula, por exemplo em casa, após o término das aulas ou nos fins de semana.

 

Numa primeira fase será colocada uma questão para cada aluno responder durante um determinado tempo, após ter pesquisado na Internet. O professor poderá também acrescentar documentos e links de ajuda e orientação para a pesquisa e para as respostas a cada questão.

 

 

Figura 1. Criação de uma questão (1ª fase)

 

Numa segunda fase a questão será debatida entre os alunos, devendo cada aluno ver e comentar as respostas dos seus colegas. Cada aluno terá de comentar as respostas de pelo menos quatro colegas. O professor controla e verifica quem conclui a resposta e quem comenta as respostas dos colegas, ficando registado no histórico do Classroom.

Numa terceira fase, cada aluno verifica (analisando e refletindo) os comentários recebidos dos seus colegas, podendo reformular a sua resposta, acrescentando informação ou alterando-a caso necessário.

Para isso é necessário que o professor configure essas opções ao criar as questões no Classrrom.

 

 

Figura 2. Histórico das respostas e comentários à questão

 

Finalmente, decorrido o prazo de resposta à questão, o professor avalia e adiciona um comentário (feedback) geral para a turma, relativamente ao trabalho desenvolvido nesta questão.

 

 

Figura 3. Comentário para a turma

 

O professor pode também atribuir uma classificação (quantitativa) a cada aluno, ou adicionar um comentário privado para cada aluno, relativo a essa questão.

 

 

Figura 4. Classificação quantitativa e comentário privado para um aluno

 

Seguidamente, noutras alturas, serão acrescentadas novas questões, repetindo-se o processo descrito nas fases anteriores. Exemplo de questões a responder e debater sobre este tema:

Indica os tipos de transístores bipolares.

Explica a estrutura do TJB (Transístor de Junção Bipolar).

Quais são as duas aplicações principais do transístor bipolar?

Explica o funcionamento do transístor bipolar como comutador (liga e desliga).

No final das atividades das questões, o professor cria um trabalho de pesquisa em grupo (4 alunos), em que cada grupo de alunos se deve organizar e definir as tarefas para cada elemento do grupo. O professor pode ainda acrescentar um modelo de trabalho, documentos, links de interesse e de ajuda para a realização deste trabalho.

Exemplo de trabalhos de pesquisa sobre o tema:

             Pesquisa sobre Transístores Bipolares

             Pesquisa sobre aplicações dos transístores bipolares

 

 

Figura 5. Criação de trabalho de pesquisa

No final, o professor procede à avaliação dos trabalhos concluídos. Poderá também adicionar uma classificação (quantitativa) e um comentário geral à turma ou um comentário privado para alunos em específico.

O professor poderá ainda reencaminhar todos os trabalhos recebidos para todos os alunos e pedir-lhes que analisem e comentem cada trabalho realizado pelos outros grupos (heteroavaliação). Para isso utilizam as ferramentas: Google, Google Docs, Google Drive e Gmail. 

 

Em vez da divisão da turma em grupos, o professor pode criar um único trabalho de grupo (a turma inteira) em que cada aluno terá que contribuir para o desenvolvimento do mesmo. Todos os alunos trabalham na mesma cópia do trabalho, podendo todos editar o mesmo trabalho.

 

 

Figura 6. Trabalhos dos alunos (concluídos) e atribuição de classificação

c) Ferramentas tecnológicas mobilizadas

Na sala de informática e em ambiente extraescola (por exemplo casa dos alunos):

- Computador com acesso à Internet;

- Browser (navegador web);

- Classroom da Google (necessário ter conta Gmail para alunos e professor);

- Gmail, Google Drive e Google Docs;

- Vídeos do YouTube e pesquisas no Google;

 

“O Google Sala de aula reúne o Documentos Google, o Google Drive e o Gmail para que os professores possam criar e recolher tarefas sem usar papel. Com o Google Sala de aula, os professores podem criar uma tarefa, usá-la em várias aulas e escolher como os alunos devem fazê-la, por exemplo, se cada aluno recebe uma cópia individual ou se todos os alunos trabalham na mesma cópia da tarefa. O professor pode controlar quem concluiu a tarefa e dar feedback a alunos específicos.” (in https://support.google.com/edu/classroom/, consultado em 11/12/2015).

 

 

 

Figura 7. Funcionamento do Classroom. Fonte: https://support.google.com/edu/classroom

 

Pretende-se usar esta ferramenta digital (o Classroom) de modo a proporcionar a aprendizagem colaborativa on-line, tornando-se o professor um mediador da aprendizagem e criando-se uma comunidade de aprendizagem. O Classroom permite desenhar atividades de aprendizagem virtual com características colaborativas, desenvolvendo uma perspetiva crítico-reflexiva a par da compreensão de ideias e conceitos académicos.

 

d) Três argumentos justificativos de que a atividade relatada implica aprendizagem colaborativa

 

1º Argumento:

Harasim (1995) define aprendizagem colaborativa como qualquer atividade em que duas ou mais pessoas trabalham em conjunto para criar algo com significado, explorar um tema, ou melhorar habilidades.

Na aprendizagem colaborativa, segundo Bruffee (1973), os estudantes organizam-se em pequenos grupos para debater um problema e encontrar a sua solução. Segundo Malheiro (2011), nos grupos colaborativos, os membros discutem as suas estratégias para solucionar um problema, expõem as suas razões e definem o seu trabalho.

No caso desta atividade, todas estas premissas se verificam uma vez que os alunos organizam-se para responderem às questões e para elaborarem os trabalhos de pesquisa. Adicionalmente, os alunos colaboram uns com os outros, através dos comentários/posts às questões, em que todos podem contribuir em igualdade de circunstâncias, tentando converter o “eu” nos “outros” (Malheiro, 2011).

 

2º Argumento:

Segundo Bruffee (1995), os professores devem respeitar três orientações quando procedem à constituição dos grupos colaborativos: 1. dividir os estudantes em pequenos grupos; 2. promover momentos de partilha de respostas; 3. avaliar o trabalho dos estudantes. Segundo Malheiro (2011), os professores assumem o papel de mediadores, estabelecendo interações com os estudantes, orientando o grupo na procura e partilha da informação e os estudantes assumem um papel que consiste em colaborar e participar no grupo de forma entusiasta e ativa.

Nesta atividade com o Classroom, o professor é um mediador que orienta os alunos nas suas tarefas (divide os alunos em pequenos grupos, promove momentos de partilha e avalia o trabalho dos alunos).

 

3º Argumento:

Nesta atividade, o professor adiciona comentários de feedback para os alunos com o objetivo de corrigir ou comentar as tarefas dos mesmos. Desta forma aplica-se uma comunicação bidirecional, sendo o feedback um elemento muito importante na aprendizagem colaborativa.

Segundo Fernandes (2005) o feedback descritivo pode contribuir para que os alunos se tornem mais autónomos na avaliação e regulação dos seus desempenhos e possam encontrar formas de os melhorar.

De acordo com Palloff e Pratt (2001) há ações que um professor num contexto educacional on-line pode promover na aprendizagem colaborativa de modo a que esta seja bem-sucedida: 1º. negociar regras; 2º. postar introduções e expectativas de aprendizado; 3º. encorajar comentários em apresentações; 4º. formar grupos e postar regras para sua performance; 5º. encorajar a busca por exemplos da vida real; 6º. desenvolver tarefas relacionadas a situações reais; 7º. encorajar o diálogo entre alunos; 8º.encorajar o questionamento expansivo; 9º. dividir a responsabilidade pelo papel de facilitador; 10º. promover feedback.

 

 

 

Bibliografia:

Linda Harasim et al. (1995). Learning Networks - a Field Guide to Teaching and Learning On-Line. MIT Press.

Palloff, R. e Pratt, K. (2001). Lessons from the cyberspace classroom: The realities of online teaching. San Francisco: Jossey-Bass.

Sofia Malheiro, 2011, “Itinerários de @prendizagem Colaborativa / Cooperativa em Contexto Online”, Universidade Aberta, Lisboa.

Bruffee, 1995, “Collaborative­Learning:­Higher­Education,­Interdependence,­and ­the­ Authority­ of ­Knowledge”.

Fernandes, D. (2005). Avaliação das Aprendizagens: Desafios às Teorias, Práticas e Políticas. Lisboa: Texto Editores.

https://support.google.com/edu/classroom (Consultado em 11/12/2015)

https://classroom.google.com/ (Consultado em 11/12/2015)

https://www.google.com/docs/about/ (Consultado em 11/12/2015)

Comentários