Artefacto digital 2 - O Som

Artefacto digital 2 - O Som

 

Introdução:

O cenário de aprendizagem proposto para este segundo artefacto digital tem por finalidade a sua implementação numa turma de ensino secundário recorrente, na disciplina de física e química A. Trata-se de um conjunto de alunos com, no mínimo, 18 anos com pelo menos uma retenção no seu percurso académico que recorrem a este tipo de ensino para concluir os seus estudos de nível secundário e tentando superar inúmeras dificuldades reveladas. Pretende-se motivar os alunos para a introdução do tema "Comunicações a curtas distâncias”, explorando o subtema "O som”.

 

Conceitos/Noções:

Pode-se considerar a aprendizagem cooperativa, como referido no texto 1 (Malheiro da Silva), como uma aprendizagem pela descoberta em que os alunos são divididos em pequenos grupos que devem funcionam numa base de respeito mútuo, negociação e tolerância e em que o professor será o elo de ligação favorecendo a cooperação entre os diferentes elementos do grupo.

Pretende-se que os alunos interajam uns com os outros de uma forma ativa e até entusiasmada de forma a aprenderem em conjunto.

Ao longo de toda a tarefa, os alunos deverão ser orientados relativamente aos seus trabalhos de forma a que as principais dificuldades sejam localizadas e o progresso aconteça (Lourenço e Oliveira).

Note-se que a Internet em geral e as tecnologias Web 2.0 em particular fazem parte do dia-a-dia dos nossos alunos e, cada vez mais, os professores procuram acompanhá-los utilizando tecnologias e ferramentas Web em actividades de interacção com os conteúdos e com os parceiros dos processos de aprendizagem (Patrício e Gonçalves).

Uma vez que os jovens de hoje quase “nascem” com um teclado na mão dominando, na generalidade, as novas tecnologias estas deverão ser usadas em contexto de sala de aula para a motivação da aprendizagem e, de acordo, com algumas indicações para melhorar a aprendizagem em ciência (Osborne, 2003) o uso da teconologia deverá ser uma prática pedagógica corrente, as atividades a desenvolver devem ser estruturadas para que os alunos tenham uma participação ativa na aprendizagem e deve ser aconselhada a partilha de ideias e as descobertas.

O recurso à rede social Facebook será promovido, uma vez que cada vez mais as redes sociais se evidenciam no cotidiano de adolescentes, jovens e adultos, especialmente com a popularização de diversas mídias onde esses podem utilizá-las em vários contextos, como entretenimento, comunicação, pesquisas escolares, contactos com amigos e obtenção das mais diversas informações (Bitencourt, 2012). Este, tem ainda as vantagens de: permitir o envio e receção de mensagens, a criação de grupos de acesso restrito, a adição de notas que podem ser comentadas, o carregamento de fotos ou vídeos e o “chat” em tempo real. Assim, ao inserir mídias sociais, neste caso o Facebook, no contexto estudantil torna a tarefa fácil, já que os nativos digitais já estão habituados a utilizar as mídias digitais assiduamente. O uso de tal plataforma como articuladora da rede educacional ultrapassaria as distâncias, aumentando a interação entre alunos e professores (Alencar, Moura e Bitencourt, 2013)

 

Objetivos:

Pretende-se com esta atividade de grupo que os alunos construam o seu próprio conhecimento sendo promovida a interação entre alunos e entre alunos/docente e que o tema seja introduzido de forma mais “suave”.

 

Ferramentas tecnológicas mobilizadas:

- Sala de informática da escola com computadores com acesso à internet

- Sites para pesquisa de informação

- Prezi

- Youtube

- Facebook

 

Operacionalização do uso das ferramentas tecnológicas:

Com o uso deste artefacto digital pretendo que os alunos construam o seu próprio conhecimento de forma cooperativa/colaborativa e desenvolvam a utilização das TIC.

Assim, os alunos serão distribuídos em grupos de trabalho heterogéneos com membros diversos e com habilidades diferentes (Malheiro da Silva). Será solicitado aos discentes a elaboração de um trabalho no qual seja referido: a evolução das comunicações, nomeadamente, a evolução da utilização das ondas sonoras; os diferentes tipos de ondas e as diferenças entre estas; possíveis utilizações das ondas sonoras; características do som. Relativamente à evolução das comunicações poderá ser construída uma régua cronológica com recurso ao prezi. Quanto aos diferentes tipos de ondas será sugerida a procura no youtube de vídeos nos quais esta distinção está bem explícita. Quanto a possíveis utilizações das sondas sonoras também se poderão procurar vídeos no youtube ou imagens na internet. Relativamente às características do som, e após explicação das mesmas, um dos alunos do grupo, se tiver conhecimentos musicais, poderá usar instrumentos musicais diversos para explicar a distinção entre sons com diferentes alturas, intensidades ou timbres. No final, o grupo poderá ainda construir um conjunto de questões no Hot potatoes para testar a apreensão dos conhecimentos transmitidos pelos restantes colegas da turma, após a apresentação do trabalho. Será ainda criado um grupo no Facebook no qual deverão ir sendo introduzidas as diferentes informações pesquisadas para que o professor possa ir dando o seu feedback e fazendo possíveis correções. Os restantes colegas também deverão fazer os seus comentários, nomeadamente, a sugestão de outras formas de abordar o trabalho que lhes poderia interessar. No fim, todos os alunos da turma, também via Facebook, deverão postar um comentário final ao trabalho realizado e preencher uma grelha de auto e heteroavaliação fornecida pelo professor. 

Serão utilizadas 5 aulas de 90 minutos: nas duas primeiras aulas será feita a pesquisa da informação; nas duas aulas seguinte será organizada essa informação e elaborada a apresentação recorrendo, por exemplo, ao power point ou ao prezi; na quinta aula será feita a apresentação do trabalho aos restantes colegas, a resolução do quizz no Hot potatoes e a auto e heteroavaliação do mesmo. 

 

 

 

Argumentos justificativos:

Apoiando-me no texto 2, posso considerar que este artefacto cumpre os requisitos solicitados uma vez que:

- durante a realização do mesmo a avaliação assume um carácter formativo que “deve ser parte integrante do processo ensino-aprendizagem”.

- ocorre uma ação reguladora da avaliação devido ao feedback descritivo que o professor vai fornecendo, durante a realização do trabalho.

- o professor vai reorientando o processo, caso haja necessidade de realizar uma alteração no trabalho a realizar.

- os grupos de alunos vão sendo continuamente orientados com vista ao alcance do objetivo final.

- a utilização da rede social Facebook permite que o material seja facilmente partilhado, trocado e acedido.

- a utilização do Facebook permite também o debate de ideias que facilitará a criação de conhecimento.

 

 

Considerações finais:

Com a criação deste artefacto digital 2 pretende-se que os alunos realizem um trabalho autónomo e independente ao longo de toda a tarefa cooperativa/colaborativa. O professor atual deve rever o seu modo de atuação em sala de aula deixando de ser o mero transmissor de conhecimento para passar a orientador da aprendizagem do aluno. Este, à custa do feedback que é suposto ir sendo dado, deve tentar ir compreendendo os erros que forem sendo apontados e corrigi-los, de modo a tornar a sua aprendizagem significativa. Finalmente, o recurso às novas tecnologias de informação e comunicação tem em vista cativar o interesse e atenção dos alunos para o processo ensino-aprendizagem.

 

Referências bibliográficas:

Silva, S.M. “Itinerários de @prendizagem Colaborativa / Cooperativa em Contexto Online” Departamento de Educação e Ensino a Distância­. Universidade Aberta, Lisboa.

http://d20uo2axdbh83k.cloudfront.net/20141220/89e5df1eb7019d9f6aefba675d15e3b5/aprendizagem_colaborativa_sofiamalheiro.pdf (consultado em 4/12/2015)

 

 

Dias, P.A.L. & Oliveira,I. Práticas de avaliação formativa em ambiente wiki Formative assessment practices in a wiki environment. Universidade Aberta, Lisboa.

http://d20uo2axdbh83k.cloudfront.net/20141220/0b49deeaa787d92c9e1249878adbdb36/Pr_ticas_de_avalia__o_formativa_em_ambiente_wiki.pdf (consultado em 4/12/2015)

 

Costa, H. & Oliveira, I. As redes sociais no apoio ao ensino presencial – um instrumento de avaliação. Universidade Aberta, Lisboa

http://d20uo2axdbh83k.cloudfront.net/20141220/8daa72a974af8dcdf10e385d9f07536d/As_redes_sociais_no_apoio_ao_ensino_presencial.pdf (consultado em 4/12/2015)

 

Osborne, J. & Hennessy, S. (2003). Literature Review in Science Education and the role of ICT: promise, problems and future directions. FutureLab Series. Bristol: FutureLAb.

Bitencourt, R. B (2012). Novas tecnologias, novas educações. Revista Contexto Educação, p. 110-112. Petrolina, Pernambuco, Brasil.

 

http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/viewFile/321/180 (consultado em 10/12/2015)

 

https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/2879/4/7104.pdf (consultado em 10/12/2015)

 

 

 

 #ecoimooc3 , #artefacto2

Comentários