Artefacto 2 - A Fada Oriana

A mudança de paradigma no processo de ensino e aprendizagem passou por processos de evolução e profundas mudanças ao longo dos tempos. De um modelo meramente expositivo, em que o professor transmitia os conteúdos a um universo, homogéneo ou tido como tal, de alunos, percebeu-se a necessidade, muito por força de questões socioeconómicas, bem como pelo sucessivo prolongamento da escolaridade obrigatório, que a heterogeneidade da sala de aula, exigia medidas educativas diferenciadas e inovadoras. O sucesso pretendido motivou a implementação de princípios/valores e práticas centradas no aluno, nomeadamente o respeito pela diferença e a proclamação de pedagogias inclusivas, o respeito pela singularidade e a introdução de novas ofertas educativas, tendo em conta o perfil e as expectativas de futuro que cada aluno define para si. Estes tornam-se, assim, cada vez mais, agentes no processo de ensino e aprendizagem.

Com a evolução tecnológica, que surge a um ritmo alucinante, a maioria dos alunos têm acesso a informação à distância de um clique. A escola deve aproveitar esses avanços e repensar formas e práticas educativas que ainda validem a sua importância, para que possa fazer a diferença e continuar a motivar o interesse e a participação dos alunos.

Incorporar as novas tecnologias torna-se vital. No presente ano letivo, escolas no país surpreenderam os pais e encarregados de educação, ao afirmar que os telemóveis serão utilizados pelos alunos em contexto de sala de aula como um recurso para a educação. De forma inequívoca, estamos perante novos desafios colocados a todos os intervenientes no processo educativo. A colaboração/cooperação entre pares, seja entre docentes ou entre alunos, aparece como o caminho a seguir, nunca esquecendo a particularidade de cada indivíduo, o seu ritmo de aprendizagem, a sua criatividade, as suas fragilidades e áreas fortes. Todos devem estar conscientes do lugar que ocupam e do papel que devem ter em toda a dinâmica que se instala dentro e fora da sala de aula, na aquisição do saber/conhecimentos e na obtenção do sucesso educativo.

 

 

a) conceitos/noções;
b) objetivos de aprendizagem ;
c) ferramentas tecnológicas mobilizadas; 
d) 3 argumentos justificativos de que a atividade relatada implica aprendizagem

 

A minha proposta para a elaboração do artefacto 2, prende-se com o estudo da obra de leitura obrigatória no 5.º ano de escolaridade, A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

Os conteúdos curriculares trabalhados em cada ano e ciclo de ensino têm por base orientações definidas através de metas curriculares, neste caso de Português, que contemplam diversos domínios: oralidade (O), leitura (L), escrita (E), educação literária (EL) e gramática (G), sendo que no 2.º ciclo leitura e escrita (LE) constituem um domínio único.

 

A abordagem à Obra A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen, que faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL) tem como orientação a Educação Literária, sendo os objetivos definidos do seguinte modo:

 

  1. Interpretação de textos literários

1.1.Texto narrativo (conto):

1.1.1.    Personagens

1.1.2.    Narrador

1.1.3.    Contextos: temporal e espacial

1.1.4.    Ação (situação inicial, desenvolvimento da ação – perícias, problemas e sua resolução)

1.1.5.    Relação entre personagens e acontecimentos

1.1.6.    Inferências

1.1.7.    Recursos expressivos: linguagem figurada

 

  1. Produção Oral (apresentação de um trabalho)

2.1.Texto oral com diferente finalidade (apresentação oral de um tema – máximo de 5 minutos por aluno)

2.1.2.    Coerência

2.1.3.    Planificação de alguns tópicos

2.1.4.    Uso oportuno da palavra

2.1.5.    Respeito pelas regras gramaticais

2.1.6.    Marcas discursivas na apresentação (contactos visuais, tom de voz, dicção, vocabulário adequado)

2.1.7.    Utilização das TIC

 

 

Assim sendo, propõe-se à turma (de 28 alunos) a formação de grupos de trabalho (7 grupos). Sendo que a obra tem IX capítulos, os grupos terão 4 elementos, cada elemento terá de ler 2 capítulos diferentes (distribuídos consensualmente) e todos os elementos o último capítulo.

Em cada capítulo deverão ter em conta a seleção/esquematização de informação, constante numa ficha de leitura. Cada elemento deverá resumir os seus capítulos, que originará um texto final.

No final a obra será apresentada por cada grupo, cada elemento com os capítulos que ficaram a seu cargo, o último dividido pelos 4, que deverão encontrar uma moral para a história e dizer e explicar a sua opinião sobre a obra que leram, se gostaram, se aconselhavam a outras pessoas, se a voltarão a ler, etc.

 

A apresentação será realizada com recurso ao powerpoint ou prezzi e projetada (computador e data show), enquanto os alunos fazem a apresentação, ficando a cargo do grupo a estruturação/dinâmica que levarão a cabo no decorrer da mesma.

 

No início do ano, todos os alunos tiveram que criar um email na plataforma da escola, tendo também acesso ao email institucional dos docentes da turma. Cada docente far-lhes-á chegar as propostas de trabalho, os objetivos e os materiais que achar pertinentes ser enviados. Cada trabalho tem um prazo de envio, que deverá ser cumprido. Cada aluno, individualmente, deverá enviar o seu trabalho ou a sua parte do trabalho, com conhecimento dos restantes elementos do grupo.

No caso concreto deste trabalho de Português, depois de apresentado o trabalho final, este será enviado pelo porta-voz do grupo à professora, que enviará a todos os grupos para poderem ter diferentes versões do mesmo.

 

Todos os alunos terão uma parte ativa no trabalho. Poderão, enquanto elaboram o mesmo discutir pormenores e organização deste pelo email ou em presença, em reuniões que o grupo definirá. Este trabalho não só refletirá a individualidade de cada aluno, a sua marca pessoal, na escrita e na apresentação oral, como também a forma como o grupo articula o trabalho nas suas várias etapas. A avaliação terá estas duas componentes em consideração (a pessoal e a colaborativa).

A aprendizagem do tema, será orientada num primeiro momento pelo docente, mas pretende-se que os alunos sejam criativos e tragam algo novo. A partilha dos trabalhos finais por todo os alunos da turma, acrescenta saber, possibilidade de melhorar os seus contributos e ficar melhor preparado para os momentos de avaliação. Traz também possibilidade de contactar com registos de apresentação diferentes, quer ao nível de acuidade linguística, quer ao nível de recursos materiais e tecnológicos utilizados, que poderão resultar na melhoria das competências pessoais, sociais e tecnológicas de cada aluno.

https://drive.google.com/file/d/0B9ZKkQ5G2CxWX2hRTHZhdnEyaGM/view?usp=sharing

Comentários