As minhas primeiras impressões dum MOOC

      

Foi-me sugerido pela Dr.ª Lina Morgado a realização de um documento, no qual revelasse as minhas primeiras impressões sobre o modelo pedagógico iMOOC  Assim, também gostaria de o partilhar com vocês.

De forma a dar a conhecer a minha opinião sobre este tipo de modelo, tentarei fazer um paralelismo entre o que retive no documento iMOOC: Um Modelo Pedagógico Institucional para Cursos Abertos Massivos Online (MOOCs) e a minha frequência no curso da 3.ª edição das Competências Digitais para Professores, tratando-se, este, de um Curso ECOiMOOC , curso aberto e não-formal, “desenhado para facilitar a transição da educação não-formal para a educação formal.”[1]

Este modelo inspira-se no Modelo Pedagógico Virtual da UAb para MOOCs (Cursos Abertos Massivos Online) e procura articular a aprendizagem autónoma, individual com uma aprendizagem colaborativa e social e “ baseia-se nos quatro pilares principais do modelo pedagógico da universidade(aberta): aprendizagem centrada no estudante, flexibilidade, interação e inclusão digital. (…).Este modelo incorpora elementos de MOOCs existentes, mas acrescenta outros.” [2].

Trata-se de uma aprendizagem centrada no participante e baseia-se na realização de atividades. “Os cursos iniciam-se com um módulo de ambientação específico, com a duração de uma ou duas semanas (…) a aprendizagem (…) evidenciada através da criação de uma diversidade de artefactos (…), de livre acesso online, que demonstrem os conhecimentos e as competências dos participantes relativamente aos conteúdos em estudo” [3]

Transpondo para a minha participação no curso da 3.ª edição das Competências Digitais para Professores, na plataforma na unidade zero (se poderei assim chamar) consta do módulo de ambientação, o qual nos foi apresentado pela Professora Lina Morgado, através de um vídeo. Tivemos de construir o nosso avatar (foto) e atualizar o nosso perfil.

Foi neste separador que fiquei a saber que o ambiente de aprendizagem online do curso estava distribuído por dois grandes sistemas (Moodle e Elgg). Quanto ao sistema de trabalhar com o  Moodle  não tive qualquer dificuldade em encontrar os conteúdos do MOOC, pois eu já estava familiarizada com este tipo de aprendizagem. Constituiu novidade para mim saber o que era o sistema Elgg. Fiquei a saber que este sistema disponibiliza funcionalidades típicas de uma rede social, como “Notificações”, “Blogs”, os “Favoritos”, as “Curtas”, onde tinha de colocar várias mensagens curtas, até 140 carateres, e os “Crachás”, conjunto de 13 emblemas diferentes que procuravam premiar certas ações dos participantes na comunidade de aprendizagem com pontos. Há medida que obtessemos pontos e Crachás poderíamos vir a integrar o Pódium. Confesso que foi aqui que me atrapalhei um pouco, sinceramente, não tive a preocupação em ir à procura de obter as crachás, pois, se, por um lado, seria uma forma de nos motivar, por outro lado, achei um pouco stressante. No entanto, não quero deixar de referir que estas funcionalidades ajudam a criar uma comunidade de aprendizagem e de práticas.

Ao longo das semanas tivemos de executar 3 tarefas que tiveram como base um guião comum que visava apoiar a aprendizagem e facilitar a colaboração, o diálogo, o feedback dos pares e o envolvimento ativo dos participantes no processo de aprendizagem. Após a realização de cada uma das tarefas foi-nos sempre dado o feedback por parte das professoras. Assim, relativamente ao tema 1, o feedback foi-nos dado pela Professora Maria do Carmo Teixeira Pinto, tema 2, pela Professora Branca e tema 3 pela professora Isolina Rosa Oliveira.

Este curso incluiu, ainda, a avaliação dos artefactos, mas de uma forma diferente para os participantes que desejam receber um certificado de completação do curso. “(…)dois artefactos produzidos pelos participantes como evidência de aprendizagem foram avaliados e classificados através do sistema de revisão por pares – estes participantes irão avaliar/classificar os artefactos produzidos por três outros participantes e terão os seus artefactos classificados por três participantes diferentes.”[4] Assim, também os dois artefactos produzidos por mim foram avaliados por outros colegas, como eu, própria, também avaliei por duas vezes três artefactos de três participantes diferentes.

A avaliação dos artefactos obedeceu a uma grelha constituída por sete critérios:

aspetos relevantes; fundamentação; reflexão; referenciação bibliográfica; estruturação do trabalho; clareza do trabalho e apresentação do trabalho. E cada item deveria ser avaliado numa escala de 1 a 3 (1 = Insuficiente; 2 = Suficiente / Bom; 3 = Muito Bom / Excelente).

Em termos conclusivos, trata-se de um modelo pedagógico que ajuda a reduzir a distância entre as pessoas e a vida académica, oferece a possibilidade de aceder, sem restrições e custos, a experiências de aprendizagem informal de qualidade. Estimula a aprendizagem colaborativa e a interactividade dos alunos envolvidos no processo de aprendizagem; o aluno sente-se mais pro-ativo

A minha motivacão para este curso foi a possibilidade de aprender "coisas" novas de forma colaborativa, trocar experiências e aprimorar a minha prática pedagógica. Penso que possibilita a interação com os conteúdos e com as professoras que foram sempre excelentes, mas não a interatividade com os pares, talvez por culpa minha.

Foi uma experiência muito positiva.

 

 




[1]  TEIXEIRA, António, et [al] iMOOC: Um Modelo Pedagógico Institucional para Cursos Abertos Massivos Online (MOOCs), in Educação, Formação & Tecnologias (janeiro-junho, 2015), 8 (1), 4-12 Submetido: fevereiro, 2015 / Aprovado: maio, 2015

[2] idem

[3] idem

[4] idem

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