[CON]VIVER NA ERA DIGITAL… ENSINAR NO SÉCULO XXI…DOCÊNCIA DIGITAL

#ecoimooc4, #ecoimooc4t1 

 A leitura conjugada de três livros provocou-me algumas inquietudes e reflexões em torno das mudanças que as formas de comunicação mediadas pela tecnologia têm vindo a introduzir no nosso quotidiano. Contudo, será que refletimos o suficiente sobre a sua utilização responsável? E sobre as suas consequências nas vivências desta sociedade global que já nos habituamos a apelidar de “à distância de um clic?”

Os três livros supra referidos têm em comum a autoria ou co autoria de Manuel Castells e encontram-se publicados em português pela Fundação Calouste Gulbenkian. Refiro-me a “A Galáxia Internet, Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade”; “Comunicação Móvel e Sociedade. Uma perspetiva global” e “Redes de Indignação e Esperança. Movimentos Sociais na Era da Internet”.

Numa conferência realizada há alguns meses, Joaquim Escola afirmou que “estar é estar ligado”. Num vídeo que se encontra a circular pela internet, também António Nóvoa fala nos novos dispositivos tecnológicos: móveis; cheios de conhecimento; que implicam uma comunicação horizontal e mais individualizada como a rotura com quatro aspetos do quadro preto: do fixo ao móvel; do vazio ao cheio; do vertical ao horizontal; do coletivo ao individual.

Todos os dias me interrogo sobre os desafios e exigências de “Ser Professor” neste século XXI. Um século tão desafiador e ao mesmo tempo tão castrador. Desafiador pelas novidades que todos os dias vai colocando à nossa disposição… de uma forma que me atrevo a apelidar de provocatoriamente inovador…castrador pela falta de momentos de que dispomos para refletir… num perder  para ganhar tempo…  que faz falta e que se impõe.

Estamos sempre contactáveis… mas… estaremos disponíveis?…

Estamos online… mas … estamos informados?

A “fractura digital” é uma realidade… consideramo-la?

E, finalmente, neste pequeno apontamento a grande questão que se continua a colocar é ao nível da psicogeografia… constroem-se novas escolas; substitui-se o “quadro negro” por novas tecnologias… mas mantém-se a tradicional disposição das salas de aula… a que apenas foram retirados os estrados… Ironias deste século XXI ou apenas desabafos de uma professora motivados por inquietudes…

Por alguns momentos olho para a estante onde Sebastião da Gama e o seu “Diário” marcam presença… e conforta-me a sua máxima que há muitos ano adotei e continua a dar sentido às minhas vivências profissionais numa profissionalidade que pretendo em contínua reconstrução “ser professor é um ato de amor”.

Debater estes temas revela-se essencial e fundamental e a Universidade Aberta arranjou uma excelente forma de o fazer, através da rede...

Comentários

  • LFCrespo há 1312 dias

    Olá Elvira, tudo bem?

    Pensando sobre seus questionamentos iniciais, entendo haver maior preocupação dos professores sobre tal "utilização responsável". Mas, ainda, há professores que seu utilizam da tecnologia "apenas para dizer". Acho que isso ocorre porque o professor ainda não tem claro para ele mesmo o ganho que o uso da tecnologia pode trazer para seu fazer e para o aprendizado dos alunos. Um desprendimento maior é necessário, para ver que a lousa não é instrumento por excelência e que as capacidades do professor supera aquilo que, costumeiramente, se acredita.

    Abraço

    #ecoimooc4,#ecoimooc4t1

  • elvirarodrigues há 1312 dias

    #ecoimooc4,#ecoimooc4t1

    Olá Colega,

    Concordo. A utilização das tecnologias só acontece se efetivamente existir interatividade. Um power point, por exemplo, se se limitar simplesmente a expôr é apenas um mero recurso e não é exemplo de utilização da tecnologia no ato de ensino.

     

    Abraço,