Excesso de informação e de recursos on-line?

Para Carvalho (cit. In Andrade, 2002): “O impacto das novas tecnologias sobre o nosso dia a dia exige a comunhão entre o poder da técnica e a consciência da importância social, política, além da pedagógica, das nossas escolas, para evitarmos que a racionalidade técnica prepondere, desumanizando a escola, transformando-a em espaço de decisões tecnicistas”.

Assim as TIC, tal como as terapias, ou os apoios educativos a nível académico, podem funcionar como apoios externos que têm impacto na capacidade do aluno para reproduzir respostas adequadas ao ambiente.

Deste modo, a descoberta desta proporção e mistura certa depende da utilização da experiência, imaginação e inteligência de forma variada; ou seja o professor utiliza os seus cinco sentidos, a intuição, experiência e conhecimento para detectar e analisar a dificuldade ou a necessidade educativa especial, para depois efectuar o recurso às TIC de modo adequado, isto é, a tecnologia utilizada terá de ser compatível com a dificuldade da criança.

Senão atendamos alguns exemplos, colocados sob a forma de questão para se tornarem mais percetíveis.

- De que valerá existir grande quantidade de software educativo nas escolas, senão existir verificação se este cumpre algumas das diretrizes da acessibilidade? Será que uma criança surda pode fazer o jogo sozinha sem ter que recorrer a um interlocutor? Se o jogo contiver instruções escritas e se a criança souber ler, sim. Mas se a criança não tiver adquirido competências de leitura?

- De que vale promover o ensino à distância, se nem sempre se proporcionam às crianças com dificuldades graves os periféricos adaptados?

Com toda a certeza, que desmotivará qualquer criança, podendo até causar-lhe alguma frustração, pela falsa expectativa criada.

 

- De que valerá existir grande quantidade de software educativo nas escolas, senão existir verificação se este cumpre algumas das diretrizes da acessibilidade?