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Atual relevância dos aspetos abordados no tema 1 - A Internet como uma ferramenta de conhecimento/ informação poderosa

Actualmente o recurso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem sido visto como algo de fulcral importância em todas as áreas de actuação, desde o âmbito profissional, pessoal e inter-pessoal, recreativo, passando igualmente pela educação. Hoje em dia, falar de educação implica privilegiar a utilização das plataformas informativas e comunicacionais que as TIC nos disponibiliza, servindo de base e de complemento para as estratégias a implementar na escola.

As novas tecnologias estão a levar ao desenvolvimento de muitas oportunidades para orientar e melhorar a aprendizagem, sendo impensável há alguns anos atrás que tivessem a importância que detêm actualmente. A integração das TIC deve ser vista como tendo repercussão no aproveitamento escolar dos alunos, relativamente a todas as áreas disciplinares específicas.

As TIC, no âmbito educativo, funcionam como um instrumento de transmissão, aquisição e partilha de conhecimentos, de pesquisa, análise e resolução de problemas, de conhecimento e de aproximação entre culturas e pessoas. A escola desempenha um papel fulcral em todo o processo de formação de cidadãos aptos para a sociedade da informação, mas as tecnologias também têm um papel a desempenhar na Escola, ao permitirem aprendizagens mais ricas, diversificadas e interessantes para os alunos. A escola deve ser um local onde é possível utilizar os meios necessários para o desenvolvimento do conhecimento e competências, bem como do fortalecimento de atitudes e valores. Através das tecnologias, os alunos poderão despender menos tempo a realizar tarefas que não trazem mais-valias e mais tempo a pensar estratégias para resolver problemas complexos e a desenvolver uma compreensão mais profunda sobre as matérias.

De acordo com Pinto (2002), “as TIC mudaram o modo de aprender” e o contexto tecnológico actual afigura-se como uma mais-valia no contexto educativo, sendo que as grandes alterações se verificaram em termos de acesso à informação e na forma como se processa a comunicação. Como a aprendizagem se inicia por uma recepção de informação, tudo o que provoque transformações na estrutura, nos conteúdos ou na forma da informação vai repercutir-se na recepção, logo, na aprendizagem. Para este autor, as TIC poderão servir de transporte de competências-padrão entre as várias áreas disciplinares e são “utilizáveis e reutilizáveis em qualquer área disciplinar, são (…) geradores de padrões globais, de formatações de competências pessoais e de hábitos mentais que representam a essência da integração das aprendizagens”.

O ensino com base nas novas tecnologias da informação e comunicação potencia uma aprendizagem mais centrada no aluno, baseada em projectos, procurando dar resposta a questões-problema, implicando os formandos na resolução das mesmas. Desta forma promove-se uma aprendizagem mais participativa, activa e dinâmica, na qual o aluno vai construindo o seu próprio conhecimento. Nesta perspectiva de ensino, o aluno constitui o centro da acção educativa,  na medida em que tem a possibilidade de desenvolver o seu próprio conhecimento por meio do tratamento de temas que vão ao encontro do seu próprio interesse e motivação.

O recurso às TIC dá a oportunidade aos alunos de fazerem da sala de aula um espaço de colaboração com os seus pares na utilização de computadores e na elaboração de trabalhos conjuntos, evitando-se experiencias conotadas com o passado, meramente expositivas, em que o docente transmitia o saber aos seus alunos. O real valor das TIC reside no facto de poderem ser perspectivadas de acordo com as modernas teorias pedagógicas, que apontam no sentido da construção de um saber partilhado e construído pelo próprio sujeito.

Uma das potencialidades das TIC é a exploração e utilização da Internet, que faculta o acesso a fontes de informação dificilmente acessíveis por outros meios, permitindo aceder e disponibilizar materiais e disponibilizando fóruns electrónicos que suportam a aprendizagem colaborativa. Também através deste meio tecnológico, é o aluno, sob a orientação do professor, que pesquisa e que adquire os conhecimentos, desenvolvendo igualmente a competência da autonomia.

No entanto, o uso de recursos tecnológicos, por si só, não é um garante de melhorias na educação. As formas de interacção possibilitadas pelas TIC, quando bem utilizadas em contexto escolar, permitem a disseminação da informação e a partilha interactiva de experiências. Estas formas de interacção são importantes nos processos de gestão da aprendizagem e do conhecimento, mas obrigam a uma integração eficaz das TIC com outras formas de aprendizagem e a uma orientação adequada aos objectivos que se pretendem atingir nas unidades curriculares.

Outro aspeto a ter em conta é que a Internet não vai substituir a escola, mas sim acrescentar uma nova dimensão. O aumento de recursos de acesso à Internet dá ao estudante meios de recolher informação de interesse para a aula. Em muitos casos, pode ser o estudante a ensinar a turma, incluindo o professor em determinado tópico. Tradicionalmente é o professor que detém a autoridade da informação, com este sistema de ensino essa autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar informação na Internet sobre vários assuntos, de serem mais críticos e criativos.

A Internet responde também ao problema dos alunos mais tímidos. A comunicação via e-mail torna-se mais confortável para esses estudantes, sentem-se mais seguros para fazer perguntas e dar opiniões.

Podemos, deste modo, concluir que a Internet é uma ferramenta poderosa e uma alternativa certa aos métodos de ensino tradicionais. No entanto, há que saber preparar os estudantes, para ultrapassarem os seus medos e ensinar-lhes as técnicas necessárias para aproveitarem todos os recursos oferecidos pela Internet. Também as instituições de ensino têm que actualizar as suas regras tradicionais, pois estas vão sendo postas em causa.