A pesquisa de informação online e a complexidade da escolha.

 

Após leitura dos textos 1 e 2 , eis os comentários que me surgiram:

Em primeiro lugar , fiquei muito agradada por ler aquilo que sinto e que a maioria dos meus colegas também deve sentir, ou seja, tanta informação disponível e tanta dificuldade em selecionar e "aproveitar". Se nos referirmos a pesquisa de informação necessária a um trabalho, a um teste ou mesmo a mera curiosidade, perdemos imenso tempo para perceber de onde é oriunda a informação, se a pessoa que escreve é expert na matéria, se é um artigo cientifico ou do senso comum, enfim, um sem número de pesquisas de pesquisas até concluirmos se podemos ou não utilizar a informação que nos interessa. E o que acontece muitas vezes é que, não, não é científico e foi escrito por um “treinador de bancada. O tempo que se perdeu.

Hoje em dia a internet é , de facto, uma nova e atualizada biblioteca escolar que coexiste com novas formas de comunicação muito ligadas à tecnologia. Contudo, a questão principal é saber se essa biblioteca pode ser utilizada por todos de forma correta e produtiva. O importante será, antes de tudo, educar para a pesquisa, ensinar a selecionar, avaliar e interpretar a informação.

Esta novidade que é trabalhar, aprender, pesquisar, estudar...online,  também não é democrática,  porque nem todos têm acesso a computadores , nem todos se sentem confortáveis com a língua inglesa, que está omnipresente na internet  e nem todos possuem acesso livre á internet . Assim, o fosso entre as classes sociais tenderá a agravar-se.  

Os que possuem acesso ilimitado á informação online têm um outro tipo de problemas que necessitam de urgência nas soluções para que não se corram riscos de , profissionais competentes , impelidos por esta nova caixa pesadíssima de informação, lhes forneça informação não fidedigna e não atualizada .

Os professores podem e devem recorrer aos novos recursos educativos mas primeiro terão que verificar a fiabilidade dos sites, ou dos blogues ou de outra rede social qualquer. È imperativo construir tutoriais ou cheklists ( já existem alguns ) para ajudar professores, alunos , bibliotecários e restantes utilizadores da internet e assim poder  verificar-se, mais facilmente,  a qualidade e atualidade da informação a reter. As revistas, os jornais, os livres, possuem pessoas qualificadas que trabalham para que os artigos, as publicações, tenham a qualidade para o que estão dirigidos, mas no ciberespaço não há nenhum fiscal ou revisor ou certificado que nos garanta que estamos no caminho certo.

Comentários

  • Cláudia Trigo há 1048 dias

    Maria Leonor Alves,

    É realmente um desafio e a sensação remete para a tão conhecida expressão: é como "procurar uma agulha no palheiro".

    Há umas décadas a informação não estava acessível na internet como hoje e o tempo de pesquisa poderia ser mais demorado e apenas concentrado em artigos de jornais, livros, revistas (no fundo materias físicos).

    Agora o tempo de pesquisa e seleção da informação poderá ser tão demorado como antes ou mais porque a informação é tanta e, na maioria das vezes, tão repetitiva, incompleta e dispersa, que exige uma capacidade de pré-seleção, análise rápida e foco para obtermos o melhor proveito da acessibilidade (ainda que não o seja para todos) da informação.

     

  • maria leonor lopes neves alves há 1048 dias

    Exatamente cláudia. Por um lado está "tudo acessivel" e aparentemente rápido, mas se trabalharmos numa base de seriedade e qualidade, torna-se demorado e muitas vezes frustrante porque não conseguimos perceber se a fonte nos confere confiança necessária a uma pesquisa fiável.

  • Rui Pacheco há 1046 dias

    Para isso, devemos utilizar filtros para chegarmos à informação pretendida, e que consideramos fidedigna. Há vários fatores para que, quando colocamos uma plavra ou expressão num motor de busca, determinados links apareçam em primeiro lugar em detrimento de outros.

    Eis um exemplo: http://ulisses.sibul.ul.pt/sdul/html/comoencontrarartigos.htm

    #ecoimooc5t0