A internet e o papel do professor

Hoje , o professor, sente-se ou deverá sentir-se cada vez mais um orientador de pesquisa , em detrimento do papel , já há muito fora de moda, de trasmissor de conhecimentos.

Sabemos que no ensino básico, especialmente do primeiro ao quarto ano, ainda é o professor que, maioriatariamente , produz e trasmite conhecimento. Nos anos seguintes os alunos já são mais autónomos e eles próprios gostam de consultar a internet para fazer os seus trabalhos. Aqui entra o abuso , "roubam "textos e imagens, sem , no entanto, perceberem que estão a fazer quase o mesmo que copiar pelo colega do lado. 

Qual o papel do professor em situações como estas? Vai ver se o aluno nomeou as fontes? Se sim, pode optar por aceitar e avaliar (1?) o trabalho de quem? Se optar por ignorar as fontes é correto?

E o aluno? O professor avisou que não poderia ir buscar informação á internet? Pediu para colocar fontes da imagem e do texto? 

Tenho refletido bastante com esta formação e cada vez que vou mais fundo, mais questões , sem resposta se me apresentam. É urgente unir utilizadores/professores/formadores para atuarem em conformidade de regras e disseminar pelos formandos as suas conclusões.

 

Comentários

  • Elizandra Jackiw há 1045 dias

    Verdade Maria Leonor, sabemos que enquanto a consciência ética não for construída por estes estudantes, temos que agir com posturas mais firmes enquanto professores, às vezes sinto que fazemos um papel de "policia investigativa" para primeiro detectar questões de plágio, para depois analisarmos de fato o conteúdo propriamente dito. #ecoimooc5t1

  • Katia Wermke há 1045 dias

    Essa consciência ética é de suma importância para essa geração, mas a nossa geração também fazia a cópia de livros. O que mudou e que tudo se tornou muito fácil. Copiar e colar o texto leva alguns segundos. Cabe o professor orientar seu aluno, conversar sobre a facilidade que ele tem de encontrar váras fontes de pesquisa e após a leitura fazer um resumo crítico da visão dos outros.O professor como transmissor de conhecimento, senhor da palavra está defasado. O aluno que só repete o que os outros fala vai se tornar também obsoleto. Isso tem que ser internalizado.Pensamento crítico.

  • Pauloal há 1043 dias

    Concordo com a Katia, mesmo no nosso tempo faziamos plágio, só que era mais dificil notar. Porém nesta era de conhecimentos prontos a consumir, a tentação do plágio é mais pertinente. Se o professor não alertar para as consequências do plágio ou a necessidade de citar as fontes, cria nos alunos maus hábitos de trabalho.  No exemplo da Leonor, diria que pediria ao aluno para reformular o trabalho e indicar as fontes. No entanto não aceitaria cópias integrais.

  • Bruno Gonçalves há 1040 dias

    O grande problema do plágio é realmente o crescimento exponencial das tecnologias, que permitiram a disseminação de informação. Um determinado professor pede para o aluno fazer um trabalho e é muito provável que o mesmo vá consultar imediatamente a internet, com o objetivo de encontrar um trabalho igual, ou pelo menos idêntico. Naturalmente, que estas questões são sempre complicadas, pois exigem que também o professor seja mais exigente, mais profissional e mais atento. Mas pior do que os alunos plagiarem, são os professores distribuirem nas suas aulas materiais didáticos sem referências. Acontece por diversas vezes em todos os níveis de ensino. Ou seja, como um professor pode pedir a um aluno que não faça plágio quando o mesmo o poderá fazer? Qual o sentido disto? Qual a autoridade/moral/ética?