Cooperação e Colaboração

A aprendizam tem tido flutuações e mudanças tal como toda a sociedade. Uma das alterações mais sentidas a nivel da relação professor-aluno foi a descentralização do papel do professor, tendo-se assistido a um papel cada vez mais ativo do aluno no seu proprio processo de aprendizagem. Nesta linha de diversificação de papeis , aparece o trabalho de grupo dentro da sala de aula e com ele a aprendizagem cooperativa. Esta aprendizagem cooperativa leva a que cada grupo de alunos se sinta responsável por um trabalho final , para o qual todos cooperam. Mais recentemente e verdadeiramente revolucionário é o trabalho colaborativo em que cada um trabalha para si e para o grupo, o professor é mais um mediador e implica grande responsabilidade individual, empatia e respeito mutuo.

Comentários

  • Katia Wermke há 1078 dias

    Acho muito bom a figuar do professor como centralizador do poder ter mudado. somos apenas facilitadores da aprendizagem e não senhores da opinião alheia. Por isso também vejo com muito respeito o conceito de aprendizagem cooperativa, pois os alunos chegam a um fim comum.

  • Barbara_dAzevedo há 1078 dias

    e tão importante com o fim em comum que têm é estarmos a criar cidadãos mais criticos e conscienciosos da sua sociedade e das suas problemáticas :)

  • maria leonor lopes neves alves há 1077 dias

    Obrigada pelos vossos comentários,  estão na linha do que escrevi no blogue, fruto da minha leitura dos textos recomendados e evolução do ensino/aprendizagem. #ecoimooc5, #ecoimooc5t3

  • Mónica Velosa há 1077 dias

    Nas minhas pesquisas encontrei um artigo da professora Lina Morgado, onde ela refere que "Se o verdadeiro potencial do ensino online se fundamenta na interação que possibilita e na aprendizagem colaborativa, então, que tipo de mudanças se perspetivam ao professor em contexto virtual?"

    De fácil leitura este artigo permite vermos a opinião de diferentes autores relativamente ao papel do professor em contexto virtual. Achei muito interessante o texto aqui escrito, em particular, o que diz Salmon (2000) ao papel do professor em contexto online:

    1) Acesso e Motivação: ensino sobre a utilização do sistema/plataforma e construção da confiança do utilizador, encorajando-o a participar regularmente. É neste estádio que se dão as boas vindas aos participantes e o professor oferece o seu apoio, terminando quando os participantes colocam a sua primeira mensagem.

    2) Socialização: desenvolvimento da coesão e cultura do grupo e de modos sistemáticos de trabalhar online. A empatia desenvolvida neste estádio funciona como um pré-requisito para o curso e para discussões relacionadas com o conhecimento interpessoal. Este estádio está terminado quando os participantes começam a partilhar um pouco de si próprios.

    3) Partilha de Informação: encorajar todos os participantes a contribuir para a discussão dos conteúdos que foram disponibilizados – os materiais. Dado que é neste estádio que os estudantes se confrontam com a informação, o professor deve estar “sensível” para apoiar e orientar os estudantes na sua gestão e avaliar se as estratégias que utilizam para lidar com o volume de informação são as mais adequadas. É também nesta fase que há mais pedidos de ajuda ao professor e uma maior necessidade de encorajamento e orientação.

    4) Construção do conhecimento: encorajar a interação, fazer ligações com a aprendizagem em curso, gerir conflitos e dar feedback, reduzir a sua intervenção enquanto professor para permitir a interação dos estudantes com os seus pares, criando condições para a construção do conhecimento.

    5) Desenvolvimento: neste estádio os estudantes são responsáveis pela sua própria aprendizagem através das oportunidades criadas, necessitando de pouco apoio para além do já disponibilizado. Para a autora é aqui que melhor se expressa o paradigma construtivista da aprendizagem.

    Como aluna on-line sinto que passo por estes momentos e que tenho sempre alguém ao meu lado. Alguém que me encoraja a terminar esta caminhada. Alguém discreto mas sempre presente.

    Mónica Velosa 

     

  • Katia Wermke há 1077 dias

    O primeiro item (e essa é opinião pessoal, o que se passa comigo)é muito importante: motivação. Sem ela não se chega a muito longe. Por isso tantos alunos abandonam os trabalhos ou os estudos no meio do caminho. Claro que é uma junção de vários fatores, mas sem motivação não há interesse.

  • Maria João Spilker há 1077 dias

    Olá,

    Não posso deixar de comentar a questão da motivação que a Kátia colocou. 

    Por experiência própria, a motivação em aprender algo está, no meu caso, sempre presente. Mas depois há tantos fatores que lutam contra e outros que me ajudam a continuar motivada. Nesta última, são os participantes que encontro num curso. Na maior parte das vezes, é a dinâmica dos participantes, da colaboração e cooperação, que me leva a aumentar a minha própria motivação.

    Tenho também tido experiências nas quais, devido à falta de espírito cooperativo/colaborativo, a motivação inicial é levada quase ao ponto zero. 

    Quais são as vossas experiências? Quais as estratégias que utilizam? E como transpoêm essas experiências para a vossa sala de aula?

    Como sempre, tenho mais questões que respostas.

    []s MJoão