Os reveses da tecnologia no mundo de analfabetos digitais.

Os reveses da tecnologia no mundo de analfabetos digitais

O título desse texto propicia a todos os partícipes desse curso uma reflexão, quiçá, autorreflexão, sobre a conduta humana, no estratagema desenvolvido diariamente na busca ineficaz de tornar-se um intelectual das mídias e ferramentas tecnológicas. Pobre desconhecido de si mesmo, acredita-se!

Afinal, porventura, não caminha a humanidade no avesso, no reverso da linha do tempo, que é atemporal, preconizando ideários castradores e opressores, limitadores, e que o distancia do contexto tecnológico, incumbindo-se de, naturalmente, torná-los analfabetos digitais?

Afinal, o que o homem tem feito senão refugiar-se no temor de sua ignorância, que aprisiona e "emburrece", subutilizando o aparato tecnológico existente, ao ponto de entender-se no avesso do rumo inevitável e irrefutável das transformações tecnológicas, nunca inerte, sempre dinâmicas.

Não mais a forja que transforma à força a matéria-prima. Mas a consciência que repudia o impossível e se debruça no tônus da ciência. Os reveses da tecnologia no mundo não pode explicar a existência de analfabetos digitais. Até porque a tecnologia é "um produto da ciência" estartado pelo senso comum, pelas necessidades do povão, comum as necessidades impostas pelo humanidade ao longo dos milênios.

Analfabetos digitais sim, se considerar-se o distanciamento do homem com a tecnologia computador, na área da informatização. Protagonista das múltiplas tecnologias, sim. Se o vislubrar-se na redoma dos acontecimentos tecnológicos que se configura na criação da roda, no lapidar do lápis, em sua função social, na constituição da cadeira, na caneta tinteiro e outros tantos protagonistas em que a tecnologia esbanja saúde teórica e aproxima o homem de sua identidade.

Portanto, não resta senão aplaudir a vida, que empresta à tecnologia o ambiente propício para novas descobertas e contribuições e que compete ao homem desvelar, ainda que por curiosidade.  

Comentários

  • MARTA_NASCIMENTO_DE_ALMEIDA há 833 dias

    Olá Marcio. Certamente. Contribuições estas que se faltar internet sentimos-nos estranhos, alheios e se não nos determos nessa sensação, esperamos que a internet volte que só assim o trabalho volta a funcionar. Não sei se mais alguém já teve esse pressentimento?

  • Emilia há 833 dias

    Olá Marta

    Nunca me senti assim, pois nunca consegui dispensar meus livros. Ainda faço uso deles, com ou sem internet. Tenho uma estante cheia deles e sempre compro alguns quando preciso. Afinal o computador é só uma máquina. E credite minha colega, somos mais do que isto. Marcio http://eco.imooc.uab.pt/elgg/profile/Marcio_de_Oliveira_Monteiro  citou algo interessantíssimo : "Portanto, não resta senão aplaudir a vida, que empresta à tecnologia o ambiente propício para novas descobertas e contribuições e que compete ao homem desvelar, ainda que por curiosidade." #ecoimoocbrto

     

  • maria leonor lopes neves alves há 833 dias

    Márcio foi muito dificil interpretar o seu texto e creio não o ter feito como deveria. Gostaria de tecer um comentário ao seu parecer, que entendo belo mas não ao meu alcance. 

    Entendo que somos uns analfabetos digitais mas também acredito que alguns de nós, professores, se esforçam por acompanhar a mudança e outros teimam em permanecer num mundo que já não existe.

    #ecoimoocbrt0