A parábola de Platão e o homem perante o Universo Digital

"Platão cria a imagem de um condutor guiando uma biga puxada por dois cavalos alados. Um cavalo é branco e tem um grande pescoço, bem criado, bem educado e corre sem chibatadas. O outro é preto, pescoço curto, mal alimentado e problemático.

O condutor da biga representa o intelecto, a razão ou a parte da alma que deve guiar o espírito à verdade; o cavalo branco representa o impulso racional ou moral ou a parte positiva da paixão (e.g. indignação correta); o cavalo preto representa as paixões irracionais da alma, o apetite ou a natureza concupiscente. O condutor dirige a biga/alma tentando impedir que os cavalos sigam direções opostas, ou que sigam rumo à luminosidade." pesquisado no sitio:https://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1bola_da_biga, em 15.06.2017.

Quando li essa parábola, pela primeira vez, em 198??? - anos 80 e alguma coisa, me deparei com o paradoxo platônico e me servi durantes muito tempo e em oportunidades especiais para refletir sobre a ideia do bem e do mal [já que se trata de uma parábola] e dela pude verter bons discursos sobre a fragilidade do homem sobre os dois extremos.

Diante do cenário no qual o homem está inserido, em meio a dualidade - racionalidade e a paixão, estando a cada dia mais imerso no universo digital, entendo ser significativo e importante pensar e refletir sobre a necessidade do equilíbrio entre essas duas forças para que o homem não se perca no atavismo histórico a que chamo "impregnação do monopólio ideológico" tornando a existência de um, a morte e ausência do outro.

Aliar razão e coração em benefício da Era que se estabelece. Afinal o progresso virá por ou sem nós. Ele é inerente aos nossos desejos e sonhos, expectativas e anseios.

A realidade que motivou trazer da História Antiga esse conhecimento, utilizando-me da reflexão de Platão, consiste em apresentar uma reflexão mais que atual, dotada de um axioma que se define pela pressima inicial de que: todo homem precisa acompanhar a marcha do progresso do seu tempo, e isso é inevitável e instranponível. 

Comentários

  • Emilia há 829 dias

    Hoje me deparei com um texto interessantíssimo Marcio http://www.dicyt.com/viewNews.php?newsId=18682. Dizia o seguinte: “Colocar um árbitro eletrônico no lugar do homem em uma partida de futebol não é garantia de uma arbitragem imune de erros. As variáveis são muitas, ou melhor, infinitas, e sua interpretação, embora ampliada com a incorporação da tecnologia, não exclui o homem do processo. Se por um lado não há limite para os avanços tecnológicos, uma vez que o conhecimento está em constante processo de substituição, ao menos temos a garantia de que ele nunca irá nos transformar em seres previsíveis ou dispensáveis. O homem-máquina agradece.”

  • MARTA_NASCIMENTO_DE_ALMEIDA há 828 dias

    Não acredito na substituição homem x máquina, mas acredito na redução da massa trabalhadora

    por tecnologias que reduzem o número de operadores e requer mão de obra especializada. Vemos

    atualmente ganhando espaço os relacionamentos robóticos. Mesmo este, não acredito na substituição.

     

  • Arlette Maria Basilio há 828 dias

    Não creio no homem máquina, o ser humano é plural dentre infinitas especificações, capaz de superar suas próprias metas portanto a tecnologia maximiza trabalhos excluindo muito a mão de obra mas sempre dependera de funções qualificadas a tais competências tecnológicas, muda a força mais o homem é essencial ao crescimento.

    Adorei o texto 

    Abrç