A questão do plágio

O vídeo (02) e o texto escrito (03) do tema 01 abordam a questão do plágio no ambiente escolar a partir das facilidades de acesso à informação oferecida pela internet. Em especial no texto escrito, a educação é apontada como uma forma de minimizar o problema. Ao educador cabe orientar o aluno na  experimentação de critérios que facilitem a identificação das fronteiras éticas e legais do uso de qualquer tipo de material presente nos meios digitais.

Comentários

  • Ligia Fonseca há 725 dias

    Para a  geração dos nativos digitais, e as gerações subsequentes a questão do plágio é difícil de ser compreendida.  Para eles, a informação é de todos, é como um bem coletivo instantâneo e de fácil acesso. Faz parte da cultura digital a sensação da inexistência de fronteiras. Uma prática cultural  comum é mixar, um conceito mais usual do que o de identificar, separar, classificar e nomear. Mixar é um conceito popularizado especialmente pela indústria da música, mas também está presente em diferentes formatos na moda, nas artes, no design, no vídeo, manifestações com as quais os ND tem ampla familiaridade. O uso desta prática quando transportada para o meio acadêmico ganha contornos mais claramente definidos como plágio. Concordo com a afirmação feita pelo autor de que “ ética se ensina (p.62)” e talvez seja um bom referencial utilizar as regras e critérios observados na produção acadêmica como forma de levar o aluno a desenvolver um senso de responsabilidade perante toda obra com a qual ele tenha contato na internet ou em outros meios .

  • @na correi@ há 724 dias

    Olá Lígia, 

    Muito interessante esta sua leitura cultural: mixar vs plagiar... É por isso que é bom estar consciente disto:

    http://www.rea.net.br/site/conceito/

    e disto

    http://creativecommons.pt/cms/view/id/28/ 

  • Marcio_de_Oliveira_Monteiro há 723 dias

    Versão bastante original essa sua contribuição. Nunca havia pensado desse modo. Mas você fechou muito bem ao trazer a proposta para o universo acadêmico quando esse apresenta contornos diferentes, já que no meio acadêmico trabalhamos com a configuração de paráfrase, que não se trata de remix, mas que garante a autoria original, todavia sem a perda da ideia, do cerne racional. Agradeço seu comentário que me fez enxergar uma nova linguagem dentro desse cenário conturbado da autoria.

  • Angelica há 721 dias

     

    Oi Lígia###

    Concordo quando você diz que a geração dos nativos digitais tem mais dificuldade para delimitar a questão do plágio, já que a informação é de todos, é fluída, híbrida e pode ser mixada. As fronteiras ficaram mais tênues, a medida que os dispositivos digitais ficam mais sofisticados, porém, não dá para conhecer científicamente ou no senso comum, algo que já foi mixado ou plageado, sem o devido conhecimento da veracidade e originalidade da referida informação.

    Ensinando e aprendendo sobre ética e responsabilidade cultural, social, ambiental, acadêmica, etc... poderemos ter a oportunidade de dialogar sobre isso em nosso dia a dia de trabalho, por exemplo, para tentar minimizar a desonestidade acadêmica.

    Tive um exemplo de plágio em curso a distância quando dois alunos realizaram a mesma atividade e enviaram pela plataforma. Os dois trabalhavam juntos e achavam natural elaborarem as mesmas atividades do curso. Apontamos que a parceria entre os dois alunos era viável no curso, mas os dois precisavam apontar em suas atividades reflexões e discussões pessoais para em seguida, socializarem com outros colegas do curso.

    A questão foi debatida exaustivamente com as pessoas envolvidas no curso e, ao final, os dois alunos desistiram do curso porque não conseguiram compreender as questões que envolviam a caracterização do plágio e as responsabilidades jurídicas dos atos deles.