Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração #ecoimoocbrt3

Porque onde estiver o teu tesouroaí estará também o teu coração.

Essa frase do Cristo me levou a pensar e a refletir sobre a ideia da ação colaborativa e, a partir dela, iniciar um texto, distante de ser religioso, mas humano, humanitário e, quiçá, espiritual.

Quando vemos o nosso próximo, em quem pensamos? O que esperamos dessa criatura? Que estima temos por ela? Sua classe interfere, sua leitura, seu grau de leitura ou analfabetismo... são paradoxos que rondam a mente humana quando o assunto permeia a sublime tarefa do coletivo.

Assim, crescemos nos fantasiando do "eumismo", do "eumente", do "eusó" e, desse modo o outro passa a não representar mais para nós outros da mesma forma, com o mesmo peso e valor. Afinal, somos seres vaidosos, orgulhosos e nos afastamos uns dos outros pelos simples fato de nos considerarmos melhores e superiores.

Criamos paradigmas surreais e passamos a viver essa construção nefasta e extremamente prematura. 

O que tem a ver a temática com a proposta desenvolvida em texto, em questão? A inspiração e desejo de que nos analisemos, olhemos para nosso interior na busca da certeza, sempre incerta, de poder considerar o outro como agente colaborativo do crescimento humano. Precisamos dar importância a valores íntimos, humanos..., na construção do olhar em relação ao outro.

Somente assim a proposta colaborativa poderá incorporar e ganhar raízes profundas no ambiente escolar. Quando nos esquecermos de olhar a trave no olho do colega de serviço, do aluno, do professor, do diretor etc. Para tanto, é preciso compreender que seu coração te representa e te diz que o é... .

Ao pensarmos em atividade colaborativa e não integrativa, precisamos esquecer rivalidades, precisamos ignorar os insucessos e inverdades. Afinal, os paradigmas se solidificaram com o passar da História e hoje, são massa de reflexão a serviço do fazer/construir coletivo.

Não nos enganemos de que "onde estiver o teu tesouroaí estará também o teu coração" e que dependerá do esforço de cada um de nós em preparar os corações para a lição de trabalharmos com o outro, convivermos com o outro, fazendo ao outro aquilo que gostaria fosse feito conosco. Viver,fazer, conviver... com o outro em benefício da coletividade.

Enquanto estivermos presos ao legado dos valores turbolentos e infrequentes do passado, mais distante ficará a possibilidade de conduzir o fazer pedagógico para a construção de um pensamento coletivo, de ação coletiva..., que se inspira na dinâmica da Pedagogia do Amor.