Tecnología en educación

https://www.youtube.com/watch?v=SXCT5pVkThk

Olá colegas,

Deixo este vídeo que sintetiza muito do que temos refletido por aqui.

 

Efetivamente a tecnologia deve ser integrada na Educação, mas por si só ela não muda nada!

O fundo da questão é a alteração metodológica, uma mudança de paradigma educativo, para metodologias interativas, dinâmicas, colaborativas e que promovam o desenvolvimento da aprendizagem em rede, que misture diferentes cenários de aprendizagem, triangulando as suas vantagens, num objetivo comum: aprendizagem de sucesso!

O desenho educativo atual está obsoleto e necessita de uma urgente (r)evolução, para adequar a escola e a aprendizagem às necessidades da sociedade atual. 

Não podemos continuar a fomentar um modelo de escolaridade, enquanto sistema dirigido às massas, que foi criado para responder às exigências de massificação da educação evidenciadas pela Sociedade Industrial. Devemos adequar à nova Sociedade em Rede, promotora da Cibercultura, que possibilite a construção do conhecimento através de atividades integradas, interativas e colaborativas.

Contudo, uma grande e profunda alteração é exigida, muito mais complexa que uma adaptação às novas tecnologias – uma profunda mudança de cariz social e cultural – até porque:

“For the first time we are preparing students for a future we cannot clearly describe.” (David Warlick cit. Steve Wheeler, University of Plymouth, 2011)

Assim, os dispositivos digitais “ (…) possibilitam a exploração de um leque ilimitado de ações pedagógicas, permitindo uma ampla diversidade de atividades que professores e alunos podem realizar.” (VALENTE, 2005). Estes propiciam uma maior interatividade em contexto de sala de aula, favorecendo a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo dos alunos.

É urgente mudar sim! Mas é urgente mudar com consciência, de forma fundamentada e planeada.

A educação 3.0 é de grande importância, pois estamos a formar futuros cidadãos e esta é a forma de se preparar os alunos para a futura vida ativa. O fenómeno da globalização  na sociedade do conhecimento é evidente e há que integrá-lo nas aulas.

O século XXI exige indivíduos criativos, empreendedores, com espírito crítico, adaptados ao mundo digital e com altas competências de literacia digital. Assim, o futuro da aprendizagem deve basear-se nas competências do Século XXI.

Os alunos não devem achar que, ao entrarem numa aula, estão a entrar num avião, no qual todos os dispositivos eletrónicos devem estar desligados, não! Vamos fazer-lhes entender que a sala de aula está aberta ao mundo e é o melhor lugar para eles se expressarem e se desenvolverem. Modelos pedagógicos ativos e interativos, que promovam a interação entre alunos e nos quais o professor é um elemento facilitador e instigador da aprendizagem. Aqui também são importantes os MOOCs, uma vez que oferecem um mar de oportunidades para a aprendizagem e democratizam o conhecimento.

“O tempo, como o mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa” (Padre António Vieira, História do Futuro, 1718).

Efetivamente é difícil prever o futuro, mas é necessário pensá-lo e colocá-lo em prática.

Até já!

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VALENTE, J. (2005). Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador. O papel do computador no processo ensino-aprendizagem.

Comentários

  • Eliane Ciolfi há 1503 dias

    Perfeito!!! Sem palavras... conseguiu sintetizar o que penso! Abraços

  • @na correi@ há 1502 dias

    Olá Hélder,

    Ora lá está como apesar do futuro ser imprevisível, o presente é o melhor momento para construir a capacidade de o viver. Claro que ninguém melhor que o Padre António Vieira para o deixar bem claro.

    A conclusão é simples, não estamos a fazer nada de novo, temos é que pensá-lo de acordo com o tempo e não num processo diferido. As ferramentas do futuro poderão não ser as do presente, mas a capacidade de tornar o pensamento e as competências flexiveis são as únicas ferramentas que nunca se esgotarão no tempo.

    Na realidade, não se trata de educar para a era digital, mas de usar a era digital para nos educarmos a nós próprios.

    :)

    Até já,

    ana

    #ecoimooc15t2

     

  • Hélder Pereira há 1499 dias

    Olá ana,

     

    Com certeza! Wink

    O mais preocupante é isso mesmo...o ímpeto não é novo, só a forma de o atingir é que é nova....ajustada à atualidade...daí que tanta resistência seja desapropriada e compeletamente desenquadrada...

    PS - adorei a tua conclusão "não se trata de educar para a era digital, mas de usar a era digital para nos educarmos a nós próprios." pois retrata claramente aquilo que tanto defendemos e que tanto refletimos!

    Até já!

  • Josi Baioto há 1499 dias

    Muito bom o video! Reflete o todo que vivenciamos. Penso que falta apenas cada profissional de área colocar a reflexão em cada aula, fazendo a transdisciplinaridade entre sua especialidade (matéria) e uso da tecnologia para a difusão e replicação. Fazer uso da tecnologia para tornar aquela atividade do dia mais emocionante. Este é o principio aos professores que não sabem por onde comecar...Quanto mais se utiliza, mais torna-se atrativa aos aprendentes. E a atração é tudo para o enriquecimento da aprendizagem.

    Até outro momento, Josi

    #ecoimooc15t2

  • Hélder Pereira há 1499 dias

    Olá Josi,

     

    Efetivamente o vídeo é interessantíssimo tanto pela mensagem que passa, como a reflexão que nos possibilita.

    Cada um de nós deve, entretanto, colocar em prática estes pensamentos e levar a cabo da mudança de paradigma educativo.

    Permitir o engajamento e a motivação dos nossos alunos será o objetivo a alcançar, recorrendo, para o efeito, à panóplia de possibilidades que a tecnologia hoje nos oferece e nos impele a agir!

     

    Até já!