Enseñar y aprender a través de dispositivos móviles

http://blogcued.blogspot.pt/2017/07/ensenar-y-aprender-traves-de.html

Artigo muito interessante sobre Ensinar e Aprender através de Dispositivos Móveis da autoria do Prof. Lorenzo García Aretio. 

Comentários

  • Emilia há 642 dias

    La omnipresencia de estos dispositivos (los teléfonos inteligentes, las tabletas y los relojes),  está cambiando las maneras de interacción entre las personas, la información y el entorno.ormações e o meio ambiente.

    Acho a palavra destacada neste trecho,  retirada do artigo, estremamente forte. Nunca pensei em aplicá-la desta forma. Adorei #ecoimoocbrt3

  • Maria João Spilker há 642 dias

    Olá,

    Fui confrontada da com o conceito de omnipresença (estar em qualquer lugar presente) em contexto empresarial. Grandes empresas estão a passar por processos de transformação digital (não é somente a área educacional). Um exemplo, lojas de retalho, que antes tinham lojas somente em grandes cidades, passaram a ter também uma presença online. Inicialmente era somente uma presença. Depois passaram a utilizar a internet como canal de comunicação com o cliente e, mais tarde ainda, como um canal de vendas. Como continuam com lojas em superfícies físicas e, em paralelo, com vendas online, estão a utilizar o conceito de multicanal (multichannel). Mas esses multicanais são sistemas não integrados. Se procurar um produto na net, pode não o ter em loja, ou o ter mais caro ou mais barato, a depender da estratégia da empresa.

    Mas o trend é agora a utilização do conceito de omnichannel. Ou seja, tem que haver uma integração e coerência entre os diferentes canais de oferta de um produto. Porquê, porque estudos demonstram que o cliente assim o quer. O cliente não quer sentir-se em lojas diferentes. A loja online é uma extensão da física ou vice-versa. Passou-se a poder encomendar um produto online e ir levantar e pagar na loja. Ou ver na loja e depois comprar online.

    E agora? Como aplicar estes conceitos (se é que assim o desejamos) na área educacional? Fica aqui a questão.

    Há ainda uma grande relutância em ver o aluno/estudante/formando como um cliente. Claro que não estou a escrever cliente no sentido de "o cliente tem sempre razão", mas antes no sentido de "querer dar de comer a quem tem fome" e "preparar para a vida". Os nossos alunos querem aprender. Os nossos alunos têm que ter conhecimentos gerais e adquirir competências que os preparem para cidadãos de uma sociedade. Ou seja, queremos de alguma forma potenciar o que, em inglês, se chama de customer experience (experiência do cliente). 

    Os dispositivos móveis permitem não somente aprender em qualquer lugar e em qualquer momento, mas implicam também uma mudança de paradigma, já que, de alguma forma significa também uma "perda de controle" das universidades/escolas/centros de formação e também dos professores/formadores. O papel deste é diferente. Deixa de ditar o que aprender, quando aprender e como aprender. Os alunos são criativos e procuram seus caminhos. Nós temos que facilitar e tentar que não percam objetivos, tendo em mente premissas como currículo ou critérios de empregabilidade. 

    Ai, este tema é fascinante ...


     

  • Emilia há 641 dias

     Meu filho tem 20 anos cursa Sistema de Informação em uma das melhores  Universidade  do Estado do Rio. Ele faz sua própria  grade curricular. Adora ir para faculdade e gosta demais dos professores, e mais interessante é que ele está sempre tirando suas dúvidas on line com os professores.  Outro dia ele me pediu para ajudá-lo com uma equação de matemática. Ele tinha a equação resolvida, pois achou pronta na net, mas o que ele queria mesmo era entender como se chegou aquele resultado. Disse a ele para pesquisar nas aulas de equação no youtube. Ele disse que não, que preferia consultar o professor no dia seguinte. Palavras dele:

    Mãe o professor de cálculo é “demais”, “ele é fera”,  “gente boa”, “a turma adora ele”  “a aula dele é muito show” e “ele sabe muito viu”.(Estas expressões são muito usadas pelos nossos alunos aqui quando se referem a um bom professor)

    Muitos de nós ainda fazemos a diferença e  aluno sabe quando tem um bom professor independente de qualquer ferramenta digital.

    Desde eu passei a usar o celular (com dicionário e tradutor) em sala de aula (há mais ou menos 3 ano) , observei que sou muito mais requisitada pelos meus alunos do que antes, seja por problemas de acesso ao aplicativo ou problemas com a própria tradução.

    Gostaria de fazer uma pesquisa com meus alunos do ensino médio sobre a tecnologia e a educação, mas ainda não sei como abordá-los.

    Acabei de ler este artigo: Educação no futuro será portátil, personalizada e onipresente

      http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/07/1796391-educacao-no-futuro-sera-portatil-personalizada-e-onipresente.shtml

     #ecoimoocbrt3

  • Maria João Spilker há 641 dias

    Emília e Tod@s,

    Pelo que conheço, os trabalhos do Prof. Daniel Mill da UFSCAR, referenciado no artigo,  são um muito bom começo. :-) Consulte o que ele tem vindo a publicar (exemplo, https://www.researchgate.net/profile/Daniel_Mill/contributions ) e também uma ou outra entrevista/palestra que se encontra no YouTube. 

    Quanto a uma atividade, se pesquisar nesta plataforma, temos muitas ideias já colecionadas. Basta procurar por #artefacto1 ou #artefacto2, pode ser que partindo de uma ideia de um colegas, salte a faísca e desenvolva as suas próprias ideias.

    Estou também a pensar que uma "Webquest" poderia ser uma boa alternativa.

    Ou, porque não deixar os seus alunos desenvolveram uma atividade? Eles são criativos. Muito. O tema é "Education & Technology". E agora? Criar um brainstorming em sala? Online? Com ideias de todos? Vou procurar um artigo que desenvolvia precisamente essa ideia de empoderamento dos alunos e brainstorming em sala de aula. Tenho que procurar onde tenho, autor e artigo. 

    Volto em breve.

    MJoão

     

  • Ligia Fonseca há 640 dias

    Olá MJoão e Tod@s,

    Sigo na trilha do seu questionamento explorando um possível paralelo entre os rumos do varejo e da educação. Estive por muito tempo no varejo e acompanho de perto os movimentos que acontecem com velocidade impressionante a partir da última década.

    Acho que a tendência de unificar (omnichannel) tem o objetivo de proteger o orçamento de marketing. Investir em canais diferentes e cada um com um perfil de marca diferente é caro e improdutivo. Com um único posicionamento de marca para todos eles o investimento é concentrado e a marca ganha mais força com menos recurso empregado.

    O consumidor não quer ter uma experiência de marca na internet e levado por essa experiência positiva procurar o canal físico da marca e se deparar com outro universo, distante da experiência que ele teve no on-line. É interessante que hoje, essa descoberta da marca muitas vezes começa no on-line para depois ser confrontada com a experiência no físico.

    Até agora, é comum (pelo menos aqui no Brasil), que a marca ganhe o interesse do consumidor no on-line com uma experiência “friendly” de compra muito por conta dos recursos tecnológicos utilizados nas diferentes mídias da marca, mas essa mesma experiência não é reproduzida no mundo físico. O motivo pode ser, por exemplo, uma equipe de vendas que não é atenciosa com o consumidor na loja levando a marca a perder o vinculo com o cliente conquistado no on-line. Por isso a tendência de unificação dos diferentes canais de contato.

    Do ponto de vista da educação, acredito que esteja acontecendo o mesmo “gap”. A sedução do conhecimento através do on-line é infindável e irremediável, mas quando os alunos se voltam para confirmar a “compra” no mundo físico, que nesse paralelo desenvolvido aqui, seriam as escolas, o vínculo se quebra.

    Tal como na experiência do varejo talvez seja preciso repensar o ensino e principalmente o conhecimento assimilando características do on-line como: participação, colaboração, transparência, igualdade, descentralização e diversidade.  Foi um pouco nesse sentido que postei hoje em “favoritos” a sugestão do livro do prof. Jacques Rancière “O mestre ignorante. Cinco lições sobre a emancipação intelectual”. É uma ótima referência para ajudar a pensar nessa transformação do mundo.

    Obrigada pela oportunidade de discutir esse assunto tão fascinante. Wink Ligia.#ecoimoocbrt3

  • Maria João Spilker há 640 dias

    Olá, Lígia e Tod@s,

    Supostamente estas ferramentas são assíncronas, mas a Lígia e eu estivemos a escrever ao mesmo tempo. ;-) Deixei um post AQUI.

    A Lígia confirmou a minha perceção e o que tenho observado em empresas, por um lado, e instituições de ensino por outro.

    Delícia de partilhas. Temas interessantes, instigantes, que não são necessariamente consensuais.

    []s MJoão

    Varejo = Retalhistas = Lojas