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  • As TIC no ensino profissional: utilização na sala de aula das Tecnologias da Informação e da Comunicação pelos alunos

As TIC no ensino profissional: utilização na sala de aula das Tecnologias da Informação e da Comunicação pelos alunos

Comentários

  • Ribães há 1750 dias

    Tendo em atenção à realidade factualizada pelas seguintes linhas:

    "A utilização abusiva do PowerPoint tem na realidade um efeito contraproducente, porque os alunos tendem a deixar de prestar atenção depois de algum tempo da projeção simples de slides."

    não deixo de referir as recentes conclusões de um estudo realizado por uma universidade norte americana em parceria com uma consultora ligada ao ramo das tecnologias e do marketing no final de 2013 e com apresentação dos resultados em 2014 onde nos sugere isso mesmo "o rápido esquecimento daquilo que é visionado".

    Obrigado pela partilha.

     

  • Artur Coelho há 1750 dias

    belíssimo achado, este artigo. kudos! por mim saliento isto: "A maioria das salas de aula comuns está equipada com um computador para uso do professore só as salas de informática permitem a utilização dos computadores pelos alunos. Os discentes dãoconta dessa mesma realidade, revelando que nas disciplinas da componente técnica fazem uso desteequipamento frequentemente, enquanto nas aulas das disciplinas da componente sociocultural ecientífica a utilização do computador e da Internet é feita maioritariamente pelo professor com finsmeramente expositivos, em que a participação do aluno não tem expressão."

    é deprimente. como coordenador pte sinto precisamente isso. o quadro interactivo é uma tela cara de projecção. o computador faz o mesmíssimo trabalho de um retroprojector. por outro lado, dotar todas as as salas de aulas de computadores seria um pesadelo logístico, dificilmente comportável e contraproducente. talvez projectos como o taccle (http://taccle2.eu/pt-pt/) possibilitem o diminiuir dessa décalage, com ideias para actividades que recorrem a tablets e se inserem dentro da zona de conforto das áreas disciplinares. 

  • Alice Maria Costa há 1742 dias

    Olá Ribães, Artur e a quem for chegando,Cool

    O artigo de Ana Sousa sobre os usos da TICs no ensino profissional retrata o que vimos não só no ensino médio profissionalizante, mas da educação básica ao ensino superior. Isto se deve ao fato de necessitarmos de políticas públicas que mobilizem não só o acesso as tecnologias digitais, mas de igual forma a valorização docente. No que concerne desde a adoção de cargas horárias mais flexíveis e, nesta contemplem a formação continuada de professores e estimulem os usos dos artefatos tecnoculturais contemporâneos e, desta forma ressignifiquem o olhar dos professores sobre os espaços/tempos multirreferenciais de aprendizagem até as questões de remuneração e dedicação deste professor a determinada escola.

    A percepção de que as novas gerações têm muito a contribuir na apropriação e usos das tecnologias digitais em rede dentro/fora da escola de fato existe, mas a questão do controle, da compreensão do papel do professor contemporâneo, mediador do processo de ensino/aprendizagem e da própria resistência ao universo "desconhecido" cooperam nesse processo de construção da cibercultura. Esta cibercultura muito mais do que a própria ressiginificação das culturas estruturadas pelas tecnologias digitais em rede que já se fazem presentes em nosso cotidiano e alteram os nossos saberes-fazeres, mas também trazem vivencias inovadoras com a questão da mobilidade, potencializando a ubiquidade viabilizada pelos usos dos dispositivos móveis. []'s

  • Ribães há 1742 dias

    Bom. Eu não ia tecer mais nenhum comentário acerca deste texto, até porque tinha unicamente me centrado nas questões dos PP´s e feito uma breve alusão a um estudo recentemente publicado e no qual a empresa de consultoria para quem trabalho participou ativamente nesse mesmo survey por convite institucional.

    Todavia e tendo em linha de conta a intervenção de Alice Costa, venho outra vez a este tópico, somente para dizer (e nada mais do que isto) que estamos a falar de realidades muito concretas, aliás, tal e qual Artur quis também evidenciar - se bem depreendi das suas palavras, e não tanto vermos as coisas sob um ponto meramente politico ou de politicas públicas ou ainda de interesses particulares dos professores, como serem melhor remunerados ou serem mais valorizados, entre outros designios sobejamente conhecidos e alguns relatados. Julgo que não é por estes caminhos que autora quereria que o seu trabalho fosse eventualmente discutido. Todavia compreendo aquilo que Alice nos diz, mesmo estando a falar-nos de óculos de sol, tal como compreendo que a Instituição de uma Educação possa ser uma operação eminentemente política ou vista sob este prisma, na medida em que o conjunto das estruturas do Estado é interessado na sua realização e desta forma se possa contruir e/ou contribuir para a construção de uma sociedade educativa (inclui-se aqui a cibercultura) mais forte e quiça mais ubíqua e mais transversal na utilização dos seus recursos. Em todo o caso, realço a evidência que o papel da educação/formação possa ser também entendida como um produto e como um factor, na evolução das sociedades contemporâneas, mas que esta nova ordem (chamemos-lhe assim) trazida por este novo chavão de cibercultura e a qual se aspira que vá tomando cada vez mais forma e se institua como algo pertinente e a considerar, terá que passar necessáriamente por uma mobilização de todos os recursos de ordem intelectual, sensível e prática, bem como das forças que podem vir a sustentar ou sustentam o conjunto do edificio social. E é aqui neste último ponto, que as coisas não estão muito bem - presumo, e que daria muito para falar noutros tópicos e noutros espaços com outros tempos.

    Em todo o caso, obrigado Alice pela partilha da opinião oferecida.